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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

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The Alienist - A outra série que estou a ver

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Não, não vou escrever sobre a Casa de Papel. Sobre essa escreverei noutra altura, até porque o que vi até agora não me deixou sobejamente impressionada.

 

Vou escrever-vos, sim, sobre uma outra série que – de facto – me está a deixar bastante impressionada, não só porque tropecei nela acidentalmente, mas também pelo cast de actores que integra, pela cenografia, pelo ambiente, pelo enredo e pela construção dos personagens. Esta série chama-se, então, The Alienist e conta com a participação dos actores Daniel Brühl, Luke Evans e da actriz Dakota Fanning.

 

A acção decorre em Nova York dos finais do século XIX, com uma introdução muito à laia de Jack the Ripper e ao contrário do que possam pensar que o título sugere, não se trata de uma investigação sobre ovnis ou raças extraterrestres. Na verdade, a introdução começa logo por nos situar informando-nos do seguinte:


In the 19th century, persons suffering from mental illness were thought to be alienated from their own true natures. Experts who studied them were therefore known as alienists.”

 

Portanto, como veem, não estamos propriamente no domínio das invasões alienígenas, mas sim no domínio das perturbações e patologias psiquiátricas, que no século XIX não eram – bem, bem - tratadas a Xanax. Assim sendo, a história começa com um assassinato brutal e toda a acção e personagens desenvolvem-se a partir daí, num ambiente entre o gótico, o Taboo e Os Gangues de Nova York… ok, talvez ligeiramente menos violento que os Gangues de Nova York, mas não muito.

 

Dos episódios que vi até agora (ainda não os vi a todos), as minhas exclamações mais frequentes foram: “Ugh!! ´Ca nojo!!!” e “Ah! Deixa lá ver como é que isto continua”. Resumindo, as minhas reacções foram muito positivas e porquê? Porque existiram e não se resumiram ao frequente, “Mas que cocó é este!?”, nem àquela lamechice pegajosa que parece que não sai nem com um esfregão de palha-de-aço.

 

A recriação da época e respetiva organização social está muito boa e faz-nos pensar: “Ainda bem que as coisas evoluíram um bocadinho desde então”. Nesse sentido, se me perguntarem se é uma série que vale a pena ver, a resposta é sim. Vale a pena acompanhar esta série.

 

 

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