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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Forma da Água

via GIPHY

 

Pois para quem ainda não teve oportunidade de ver a Forma da Água, que veja porque vale muito a pena. Tal como já disse anteriormente, eu sou um bocado suspeita para falar do filme porque gosto imenso dos filmes do Guilhermo del Toro e este nota-se bastante que é dele, não só pela maneira de contar a história como também por todo o ambiente criado. 

 

Eu achei que este filme tinha imensos elementos que também encontramos no Labirinto de Fauno, ou no Hellboy e sinceramente, ao contrário do que alguns dizem sobre o facto de ser uma espécie Splash, a sereia, pois... não achei nada disso.   

Pequeno apontamento acerca da entrada de animais de estimação em estabelecimentos comerciais

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 Não tenho absolutamente nada contra. 

 

Na verdade, prefiro ir almoçar, jantar ou tomar café a um local onde estejam animais de estimação sentados ao pé do seu dono do que a um local pejadinho de crianças aos guinchos e aos berros. Inclusive, chego ao ponto de escolher áreas reservadas a fumadores só para não ter que levar com as criancinhas inconvenientes dos outros.

 

Nas minhas navegações internéticas pelas redes sociais tenho visto e lido muita alarvidade opiniativa sobre esta nova lei, como se aquilo que está previsto fosse algo completamente desregrado e à vontade do freguês. Este é, normalmente, o problema de se ler apenas as parangonas dos jornais em vez de se procurar informação que permita formar uma opinião sólida e sustentada. A nova lei apenas dá aos estabelecimentos comerciais, que assim o entenderem, a possibilidade de permitir a entrada de animais de companhia nos seus espaços mediante o cumprimento de regras. É por isso um Direito, não uma Obrigação. 

 

Na minha óptica, esta nova lei parece-me também uma boa oportunidade de negócio para aqueles que querem aproveitar nichos de mercado através de criação de espaços alternativos. Se me perguntassem se frequentaria um espaço desses, a minha resposta seria "sem dúvida". Não porque me sentisse obrigada a levar o meu cão, mas porque podia escolher fazê-lo se fosse essa a minha vontade. Além disso, temos que convir que a probabilidade de encontrar, nestes espaços, criancinhas à solta era capaz de ser mais reduzida graças ao comportamento hiper-protector e super-zeloso dos respectivos progenitores, alucinados e  assombrados pela divulgação de notícias sobre os ataques de cães que, normalmente, saem logo a seguir a uma notícia como esta.

 

Nota de rodapé: a este tipo de manobra chama-se táctica e faz parte de uma estratégia de comunicação destinada a a causar polémica e a orientar uma opinião pública que, pela sua natureza, é extramente volátil e sustentada por emoções. A parte informativa da coisa é mantida ao mínimo porque o objectivo não é informar é chocar. Para quem esteja muito interessado em saber, a isto chama-se também manipulação de massas e é muito utilizado por diversos actores sociais. 

 

Assim sendo, sim, sou a favor desta nova lei e tolerante para com quem tem uma opinião diferente... desde que não me façam doer o cérebro. 

 

Ash vs Evil Dead

ash-vs-evil-dead_DDS.jpg

 Pois é verdade, mais de 30 anos depois do filme The Evil Dead  (A Noite dos Mortos-Vivos)  e cerca de 25 anos depois do Exército das Trevas (The Army of Darkness), os Ash está de regresso e outra vez às voltas com o estuporado do livro que tanto trabalho deu nestes dois filmes. 

 

Ash vs Evil Dead (que por acaso tem uma excelente classificação na IMDB) recupera a história da personagem Ash Williams na sua luta contra as trevas. Os criadores da série continuam a ser Sam Raimi e Ivan Raimi, aos quais se vai juntar também Tom Spezialy (produtor da série Donas de casa Desesperadas)  e o actor Bruce Campbell veste novamente a pele do Ash. 

 

Devo-vos dizer que este revivalismo e esta combinação de comédia, humor negro e acção, não só não desilude como está absolutamente brilhante. Dia 25 de Fevereiro vai estrear a 3ª temporada, sendo que as temporadas 1 e 2 estão disponíveis na Netflix (ou pelo menos a temporada 1 está, ainda não reparei se lá está a 2 também). Seja como for, para quem não tem Neflix e estiver interessado em ver, podem ver estas duas temporadas AQUI ( atenção aos pop ups e afins). 

 

Cada temporada é composta por 10 episódios de 30 minutos cada um. Por isso, para quem gostou do The Evil Dead e do The Army of Darkness, vale muito a pena ver esta série. Para quem não conhece nem um nem outro, então está em muito boa altura de conhecer.       

 

Welcome to the national health care system.

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 Ora bem, o meu post de hoje é a primeira parte do meu tributo ao Serviço Nacional de Saúde e serviços de saúde em geral, dos quais uns funcionam melhor que outros. 

 

O meu "piqueno" viking gosta muito dos serviços de urgência, na verdade, gosta tanto que lhe deviam dar um cartão de passageiro frequente no qual se podiam acumular pontos e no fim ganhava-se uma viagem de táxi à borla, ou assim. Felizmente, agora tem seguro de saúde mas houve uma altura em que não tinha e tivémos mesmo de recorrer ao sector público. 

 

Nessa altura, inscrevemo-nos os dois no centro de saúde ali de Alcântara (cujo prédio bafiento era, não só, um mimo, como também, um verdadeiro desafio a pessoas com dificuldades de locomoção), e eu apesar de nunca ter tido oportunidade de usufruir dos fantásticos serviços prestados, como tive de servir de tradutora-interprete do rapaz (sim, porque o domínio das linguas, sejam francas ou outras, não faz parte currículo das criaturas), pude observar e experienciar o funcionamento da coisa por diversas vezes. E mais, também tive oportunidade de deixar uma dedicatória autografada no livro de reclamações (que por acaso até foi respondida).

 

Bom, não sei como é que é aquela cena do médico de família e depois das experiências também não sei se me interessa saber porque os médicos de família são os mesmos que os que não são de família, mas sei que quando nos inscreveram não nos foi atribuído qualquer médico de família porque estavam todos super-cheios de pacientes ou assim, maneira que - à pala disto - tivémos oportunidade de experimentar vários profissionais cujo rating variava, claramente, entre o lixo  e o "epá, até pareces normalzinho". Desde logo, numa situação de urgência (que tal como o nome indica ocorre de surpresa e não está previamente planeada), primeiro que se consiga chegar ao médico demora umas horitas e isto é se estiverem à portinha do centro aí por volta das 6 da manhã, porque caso contrário continuem a mandar postais. Quando finalmente chegamos ao médico, a criatura não leva as queixas do paciente a sério, passa uma receita para uma série de medicamentos que não têm qualquer utilidade prática e sobre os quais já tínhamos dado informação que não funcionavam. Pelo caminho, também aproveitam para dar uma injecçãozeca que não serve para nada porque também não surte efeito. 

 

Posso dizer-vos que dos vários que tive oportunidade de observar em acção não seleccionava nenhum para meu médico de família, sendo que o único problema desta coisa toda é que os médicos dos centros de saúde são os únicos que podem passar baixas médicas. É claro que eu percebo porque é que tem de ser assim e não discordo, totalmente, da opção. Agora o que eu não entendo é o modo ora displicente, ora paternalista com que tratam as pessoas e isso incomóda-me, principalmente quando o marido olha para nós com um ar entre o indignado e surpreendido e pergunta;  "Dafuq is this???" e as únicas palavras que tenho para lhe oferecer são; "Welcome to the national health care system."          

O que é que acontece quando o marido vai à feira da bagageira?

Retrohusband.png

 E é isto. Desculpem lá a fotografia, sei que está um cócó, mas eu não tenho grande jeito para tirar fotos. 

 

Pois é, acabámos com um ZX Spectrum 128K, com leitor de cassetes incorporado, mais um mala de jogos (sim, sim em cassete) e ainda o manual do dito cujo... em português (mas não faz mal que o meu moço tem de praticar a língua). 

 

E agora perguntam-me vocês: mas funciona?

 

Funciona pois! Foi uma chinfrineira cá em casa a noite toda que não estão bem a ver a coisa. No inicio ainda foi engraçado, do género "Epá! Há tanto tempo que já não ouvia esse barulhinho.", mais para o fim já me estava a tremer o olhinho na onda do "Já desligavas essa coisa, não?". E se se estão a perguntar o que é que está ao lado, sim pois... ao lado está um Commodore Amiga que também funciona, mas precisamos de um joystick e um cabo qualquer (já não me lembro bem do quê, que creio que vamos mandar vir de Espanha porque não encontramos aqui).

 

Tal como ele se auto-intitula é o meu retro-husband , que gosta de tecnologia e jogos retro. Neste caso porque lhe faz lembrar a infância e de quando ia para casa de um amigo - que tinha um computador destes - jogar. Nós lá em casa também tivémos um 128K, mas não tinha leitor de cassetes incorporado. Todavia a chinfrineira era igualzinha e creio que ainda deve haver um monitor (daqueles antigos com um ecrã verde), mais alguns jogos algures lá pelo Alentejo... vou ver se ponho a minha mãe a fazer arqueologia um dia destes. 

 

Tirando isso, foi a primeira vez que fui à feira da bagageira ali em Benfica e na realidade, nunca me tinha passado pela cabeça que era literalmente uma feira de carros com a bagageira aberta. Pensava que era só mais uma feira. Gostei da ideia.    

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