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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Pequeno apontamento acerca da entrada de animais de estimação em estabelecimentos comerciais

16.02.18 | A Diva do Sofá

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 Não tenho absolutamente nada contra. 

 

Na verdade, prefiro ir almoçar, jantar ou tomar café a um local onde estejam animais de estimação sentados ao pé do seu dono do que a um local pejadinho de crianças aos guinchos e aos berros. Inclusive, chego ao ponto de escolher áreas reservadas a fumadores só para não ter que levar com as criancinhas inconvenientes dos outros.

 

Nas minhas navegações internéticas pelas redes sociais tenho visto e lido muita alarvidade opiniativa sobre esta nova lei, como se aquilo que está previsto fosse algo completamente desregrado e à vontade do freguês. Este é, normalmente, o problema de se ler apenas as parangonas dos jornais em vez de se procurar informação que permita formar uma opinião sólida e sustentada. A nova lei apenas dá aos estabelecimentos comerciais, que assim o entenderem, a possibilidade de permitir a entrada de animais de companhia nos seus espaços mediante o cumprimento de regras. É por isso um Direito, não uma Obrigação. 

 

Na minha óptica, esta nova lei parece-me também uma boa oportunidade de negócio para aqueles que querem aproveitar nichos de mercado através de criação de espaços alternativos. Se me perguntassem se frequentaria um espaço desses, a minha resposta seria "sem dúvida". Não porque me sentisse obrigada a levar o meu cão, mas porque podia escolher fazê-lo se fosse essa a minha vontade. Além disso, temos que convir que a probabilidade de encontrar, nestes espaços, criancinhas à solta era capaz de ser mais reduzida graças ao comportamento hiper-protector e super-zeloso dos respectivos progenitores, alucinados e  assombrados pela divulgação de notícias sobre os ataques de cães que, normalmente, saem logo a seguir a uma notícia como esta.

 

Nota de rodapé: a este tipo de manobra chama-se táctica e faz parte de uma estratégia de comunicação destinada a a causar polémica e a orientar uma opinião pública que, pela sua natureza, é extramente volátil e sustentada por emoções. A parte informativa da coisa é mantida ao mínimo porque o objectivo não é informar é chocar. Para quem esteja muito interessado em saber, a isto chama-se também manipulação de massas e é muito utilizado por diversos actores sociais. 

 

Assim sendo, sim, sou a favor desta nova lei e tolerante para com quem tem uma opinião diferente... desde que não me façam doer o cérebro. 

 

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