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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Outlander... ou queremos bolachinhas escocesas.

17.02.17 | A Diva do Sofá

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 Ora bem, no outro dia comecei a ver - na Netflix - a série de televisão Outlander. Confesso que de inicio resisti um bocado, pensei que não era coisa para mim e até resolvi ver o primeiro episódio da segunda série dos Shadowhunters para ver se a coisa tinha melhorado um pedacito (nota: não melhorou. Continua muito má mesmo), só depois é que resolvi ver então o primeiro episódio da primeira série. 

 

Ia tendo um treco.

 

Ia tendo um treco, porque não parei pelo 1º episódio e tinha de ir trabalhar no dia a seguir (anotem aí: se são daquelas pessoas que ficam agarradas às séries, é melhor verem esta nos fins-de-semana). Adorei esta primeira série. O enredo é muito bom, a interpretação é muito boa e se há uma coisa na qual os ingleses são excelentes é na reconstituição histórica. 

 

Logo no primeiro episódio houve ali - o que me pareceu ser - uma dissonância entre a época que é apresentada no trailer (e que se pode ler na wikipédia), e que dizem ser a 2ª Guerra Mundial mas, confesso que as primeiras imagens da reconstituição pareceram reportar-se à 1ª Guerra Mundial e não à 2ª, o que assim de repente me pareceu um engano um bocado grosseiro mas posso estar (e provavelmente estarei) enganada. De resto, quando a coisa começa a chegar ao final do primeiro episódio, já nos estamos a borrifar em larga escala para qual das guerras é que é. É que nem interessa nada. Começa-se a olhar para os moços dos kilts, entramos em modo de Braveheart e é uma chatice.... principalmente porque temos de ir trabalhar no dia a seguir.

 

Chegada ao dia seguinte achei que era pertinente massacrar a comissão europeia com a exigência de que estes deviam criar um burgo igual ao meu mas na Escócia (nota: ideia cuja qual as minhas colegas inteiramente subscrevem, apesar de algumas se queixarem que as bolachinhas escocesas deixam um bocadinho a desejar porque têm excesso de manteiga, pessoalmente não me sinto legitimada para aferir a veracidade de tais pretensões dado que nunca trinquei nenhuma), mas voltemos à ideia de base. A ideia é bastante pertinente porquê? Porque na verdade só os ingleses é que querem sair da U.E, os escoceses até querem ficar e assim como assim muda-se o burgo do Reino (des)Unido para a Escócia. Está certo que o clima é um cóco mas também o é em Bruxelas e ninguém se queixa (além disso, nos dias que correm é também mais seguro já que não costuma explodir muita coisa por lá). Logo é uma ideia absolutamente viável e podemos fazer mais reuniões na Escócia (nota: também sugeri exercicios de team building para fomentar o espírito de equipa e promover o trabalho de cooperação europeia entre burgos, bem como explorar de forma inteiramente pedagógica a animosidade que existe em relação aos ingleses).

 

Bem sei... assim de repente até parece que estou a exagerar um bocadinho mas, não estou.

 

Conclusão: Letes luque áte de trêiler

 

 

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