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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Australia

05.04.17 | A Diva do Sofá

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Pois é... no outro dia, o meu finlandês favorito saiu-se com uma proposta genial:

 

"Então e que tal mudarmo-nos para a Austrália?"

 

Considerando a natureza da pergunta, parti logo do principio que ele não se estava a referir, propriamente, às férias e perguntei-lhe logo de seguida se ele tinha batido com a cabeça em algum lado.

 

 

Não tenho nada contra a Australia, é até - segundo dizem - um excelente país para se viver actualmente e uma vez ultrapassadas algumas questões relativas à sua origem histórica até poderia ser interessante não fosse o caso de albergar mais espécies mortais por metro quadro do que há Roll's Royces em Hong Kong. Inclusive, antes prefiro um Roll's Royce nas mãos de um louco a um encontro com um predador venenoso naquela ilhota. 

 

Na verdade, a exuberante fauna existente down under foi a primeira coisa que me ocorreu (demasiados episódios do National Geographic presumo), senão vejamos:

 

  • Tubarões - e já estou a excluir os de duas pernas. Desde do tubarão-touro (não sei se é exactamente assim que se traduz), até ao grande tubarão branco estão lá quase todos e se eu já não gosto de praias sem tubarões, muito menos gosto delas com.

 

  • Alforrecas (i.e. Box Jellyfish e irukandji mais precisamente) - altamente perigosas e mortais. Também costumam passear pela praia, o que eu penso que é um bocado chato.

 

  • Cobras - se for altamente mortal, vive na Austrália. Se não vive na Austrália, é a coitadinha que tem o GPS estragado e foi parar a outro sítio por engano. 

 

  • Crocodilos - Fora do Jardim Zoológico... onde houver água, há crocodilos e nota-de-rodapé; não se deixem enganar porque estes bichitos correm que se desunham.

 

  • Aranhas - Tudo o que for aranha grande, gorda, peluda e mortal vive na Austrália. Quer dizer, quando eu esporadicamente me deparo com um aracnídeo assim mais bem alimentado e com pêlos, apesar dos pulos, dos gritos e do arraial todo, ainda lhe dou umas vassouradas. Mas para estas aranhas australianas não vamos lá com uma vassoura, isto só de bazuca ou lança rockets e eu não acredito que as autoridades locais me deixassem ter uma coisa destas em casa, até porque era capaz de perturbar os vizinhos.

 

  • Abelhas - Lembrem-se sempre das sábias palavras de Murphy: "Nada é tão mau que não possa piorar", na Austrália até as cabras das abelhas são consideradas altamente perigosas. Podiam ser como as abelhas europeias, que também picam a malta chia um bocado mas põe-lhe um bocado de vinagre (ou assim) e a cena passa mas, não. A abelha australiana tinha que ser diferente, porquê? Porque não pica só uma vez. Pica várias.  

 

  • Há também; sapos, formigas-touro, carraças australianas e centopeias gigantes - Ou seja, uma pessoa não faz outra coisa senão andar, na melhor das hipóteses, a enxotar insectos perigosos e bicharocos afins.

 

Conclusão: Eu já não tenho vida para isto, nem fiz o curso de sobrevivência dos SAS para lidar com tanto bicharoco e no fim disto tudo ainda nos arriscamos a levar uns sopapos de um canguru, era só o que faltava! Australia, não. Nem pensar.

 

 

 

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