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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Sense8 – A série que por algum motivo ninguém fala

20.02.18 | A Diva do Sofá

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Hoje, em conversa com um colega meu, ele perguntou-me se por acaso eu já tinha visto a série Sense8 e eu respondi-lhe que sim. Tive oportunidade de me cruzar com ela no primeiro trimestre do ano passado e a verdade é que apesar de ter considerado o primeiro episódio um pouco estranho, que me deixou sem saber se iria continuar a vê-la ou não porque me pareceu aquele tipo de séries de vida quotidiana que não me interessam nem um bocadinho. Todavia, não desisti porque havia ali qualquer coisa que me estava a puxar pela curiosidade.

 

Não era por contar com a participação da actriz Daryl Hannah ou com a participação do actor Naveen Andrews, não era por ter sido escrita pelas irmãs Wachowski (ou talvez fosse), mas a forma de explorar as relações entre aqueles 8 personagens, cada um de uma nacionalidade diferente, cada um com uma cultura diferente e em locais geograficamente diferentes, estava mesmo a deixar-me com a pulga atrás da orelha.

 

Pois a verdade é que apesar daquele arranque meio esquisito, esta série revelou-se absolutamente extraordinária, não só, em termos de enredo, como também, na forma como explora toda uma diversidade de tabus e preconceitos sociais em diferentes culturas. É uma série diferente, produzida e realizada de uma maneira diferente, com uma diversidade de actores super interessante e que vale a pena ver.

 

Esta série é da Netflix e conta com 2 temporadas de 12 episódios cada. Infelizmente, como não é uma daquelas séries mainstream (até pela forma como abordam algumas temáticas), que toda a gente vê a granel, a Netflix basicamente resolveu cancelar a série quase depois de ter sido lançada a 2ª temporada. Entretanto, gritos e apitos depois parece que vem para aí um episódio de 2 horas de season finale. Conclusão, ainda não consegui perceber se está prevista uma 3ª temporada ou não. Seja como for, para quem não tem Netflix, pode sempre assistir à série AQUI.

 

Pequeno apontamento acerca da entrada de animais de estimação em estabelecimentos comerciais

16.02.18 | A Diva do Sofá

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 Não tenho absolutamente nada contra. 

 

Na verdade, prefiro ir almoçar, jantar ou tomar café a um local onde estejam animais de estimação sentados ao pé do seu dono do que a um local pejadinho de crianças aos guinchos e aos berros. Inclusive, chego ao ponto de escolher áreas reservadas a fumadores só para não ter que levar com as criancinhas inconvenientes dos outros.

 

Nas minhas navegações internéticas pelas redes sociais tenho visto e lido muita alarvidade opiniativa sobre esta nova lei, como se aquilo que está previsto fosse algo completamente desregrado e à vontade do freguês. Este é, normalmente, o problema de se ler apenas as parangonas dos jornais em vez de se procurar informação que permita formar uma opinião sólida e sustentada. A nova lei apenas dá aos estabelecimentos comerciais, que assim o entenderem, a possibilidade de permitir a entrada de animais de companhia nos seus espaços mediante o cumprimento de regras. É por isso um Direito, não uma Obrigação. 

 

Na minha óptica, esta nova lei parece-me também uma boa oportunidade de negócio para aqueles que querem aproveitar nichos de mercado através de criação de espaços alternativos. Se me perguntassem se frequentaria um espaço desses, a minha resposta seria "sem dúvida". Não porque me sentisse obrigada a levar o meu cão, mas porque podia escolher fazê-lo se fosse essa a minha vontade. Além disso, temos que convir que a probabilidade de encontrar, nestes espaços, criancinhas à solta era capaz de ser mais reduzida graças ao comportamento hiper-protector e super-zeloso dos respectivos progenitores, alucinados e  assombrados pela divulgação de notícias sobre os ataques de cães que, normalmente, saem logo a seguir a uma notícia como esta.

 

Nota de rodapé: a este tipo de manobra chama-se táctica e faz parte de uma estratégia de comunicação destinada a a causar polémica e a orientar uma opinião pública que, pela sua natureza, é extramente volátil e sustentada por emoções. A parte informativa da coisa é mantida ao mínimo porque o objectivo não é informar é chocar. Para quem esteja muito interessado em saber, a isto chama-se também manipulação de massas e é muito utilizado por diversos actores sociais. 

 

Assim sendo, sim, sou a favor desta nova lei e tolerante para com quem tem uma opinião diferente... desde que não me façam doer o cérebro. 

 

Ainda sobre a série Altered Carbon

12.02.18 | A Diva do Sofá

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Já vi os episódios todos e agora tenho de ficar à espera que venha uma segunda temporada. Quanto ao final bom... a doutrina lá em casa divide-se. O meu marido achou que o fim era muito triste, eu achei que o fim foi lindíssimo. Bonito e até fofinho considerando o nível de violência associado a este tipo de cenários. 

 

Acho que agora vou mas é ver curling nos jogos olímpicos de inverno para não estragar esta sensação de ter visto uma boa série de televisão. 

 

 

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Altered Carbon, ou a minha nova série do momento

07.02.18 | A Diva do Sofá

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Baseado no livro "Altered Carbon", de Richard K. Morgan é a nova série de ficção científica da Netflix, que estreou no passado dia 2 de Fevereiro, está muito bem classificada na IMDB  e explora uma temática - que acho muito interessante (e já discuti com alguns amigos meus) - sobre o upload da consciencia humana para uma máquina e respectivo download para outros corpos quando necessário. 

 

Ora para mim isto é uma temática extraordinariamente interessante porque se traduz numa especie de imortalidade ao ultrapassar as limitações naturais de um corpo. Por muito irrelevante que considere a finitude do corpo, já a preservação do meu intelecto e da minha consciencia é algo que considero apaixonante, senão mesmo a minha húbris. Além disso, trata-se de um tema que está, de facto, a ser trabalhado por cientistas mas que não se espera que seja possível assim tão cedo... o que pessoalmente considero uma chatice como podem muito bem imaginar. 

 

Assim sendo é um série que aconselho vivamente. Quem tiver Netflix, vê na Netflix. Quem não tiver Netflix, pode ver aqui.  Entretanto, fiquem com o trailer.