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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

La Bruja

31.05.17 | A Diva do Sofá

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 Sabem, há momentos na vida de uma pessoa que dá muita vontade de fazer um bonequinho de voodoo, enchê-lo de alfinetes e dar com a cabecinha do dito cujo na esquina de uma mesa ou assim (nota: esta coisa de dar com a cabecita do bicho na esquina da mesa não funciona grande coisa se o bonequinho for de papel, já que esta tende a saltar).

 

É verdade, já fiz alguns... mas sempre por um bom motivo. Ou seja, precisava de um boneco representativo no qual pudesse bater à vontade e espetar-lhe objectos aguçados sem ser crime. É muito libertador, devo dizer, pois alguns tabefes e algumas agulhas mais tarde sentimo-nos bastante melhor e mais leves. Pessoalmente, considero-o um bom mecanismo anti-stress e é compatível com a legislação penal portuguesa. 

 

Por outro lado, podem as alminhas  mais supersticiosas ficar descansadas porque se querem que vos diga, objectivamente, nunca encontrei nenhuma prova que estabeleça qualquer relação de causalidade entre o  azar de algum sujeito representado e o respectivo bonequinho mas quando encontrar eu prometo que aviso.

 

Entretanto, vamos lá ver se eu resisto à tentação.

 

 


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Stone Sour - Fabuless ou o momentinho musical da Diva

26.05.17 | A Diva do Sofá

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 Hoje é dia de Stone Sour e porquê? 

 

Porque nós gostamos muito Corey Taylor. Gostamos da criatura em si (porque achamos que tem um ar super fofinho e querido que dá vontade de dar dentadinhas) e porque adoramos a voz do rapaz. Para além de adorarmos a voz do rapaz, achamos que tem um talento e uma versatilidade absolutamente excepcional. É o vocalista dos Stone Sour e o vocalista dos Slipknot (banda cujo estilo musical que também nos agrada muito... na verdade, tudo o que tenha este moço tanto a cantar, como afónico, agrada-nos sobejamente).

 

Já sei que devem estar a perguntar-se porque razão estou a falar no plural mas, mesmo que não estejam eu respondo-vos; porque esta é uma daquelas situações em que desce a pomba gira e ficamos com mais do que uma personalidade. É que o moço tem mesmo um ar fofinho... quer dizer, não gosto muito do look no vídeo com aquele penteado todo lambido mas, também não se pode ter tudo e é o que se pode arranjar.

 

Bom, adiante fiquem lá com o vídeo.

 


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Momentinho Cultural - O Choque de Civilizações - Samuel P. Huntington

24.05.17 | A Diva do Sofá

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 Para quem quiser perceber um pouco melhor a actualidade, este é um bom livro para ler e como tal aconselho-o vivamente.

 

A teoria de Huntington é a de que  as identidades culturais e religiosas dos povos serão a principal fonte de conflito no mundo pós-Guerra Fria e eu acho que ele dizia isto só para chatear o Fukuyama, que dizia que o mundo tinha chegado ao "fim da história" (ideia um tanto ou quanto repetitiva no seu livro "O Fim da História e o último Homem", devo dizer).

 

E aí, aparece o Huntington e diz: "Desculpe lá, caro colega,tenha atenção que ainda que as ideologias tendam a desvanescer-se, o mundo regressa ao seu estado normal que é o dos conflitos culturais". - Aaaah a Academia... eles dizem assim estas coisas em público que é para parecerem mais finos e educados, mas depois matam-se todos uns aos outros quando ninguém vê.

 

Seja como for, querem perceber um pouco melhor o que se passa no mundo? Leiam o Huntington e não precisam de ir a correr comprar o livro (que ainda é carote). A versão online é em inglês e está disponível em Open Source aqui.  

 

 

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Os meus pequenos Illidari

22.05.17 | A Diva do Sofá

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 Pois é verdade, no mundo do World of Warcraft, estes são os meus "piquenos" Illidari. Ou seja, Demon Hunters. Poder-me-iam perguntar "Ah e tal mas porquê 4? Porque não só um?". Bom, na verdade toda a gente me pergunta porque é que eu tenho uma data de bonecos e não me concentro só num. A resposta é simples: Gosto de variar. 

 

Não só gosto de variar, como também, gosto de ouvir as histórias que as personagens têm para me contar. Todas elas têm de me dizer qualquer coisa, se não disserem apago-as. Por isso é que eu tenho uma quantidade enorme de personagens, porque elas falam comigo e eu gosto de as ouvir. Todas elas têm a sua história neste universo, não existem só porque sim. Têm nome, têm família e têm o seu lugar naquele mundo.

 

Assim, do lado da Aliança, temos a Morfindes e o Laeron. Do lado da Horda temos a Thanneth e o Zanathos. E pelo tamanho das orelhas, já deu para ver que são todos elfos (eu gosto à brava de elfos). O primeiro par são night elves (também conhecidos por Kaldorei). O segundo par são blood elves (também conhecidos por Sin'dorei ou Children of the Blood ). Pertencendo a facções diferentes é claro que cada um tem a sua história e as suas relações são, um tanto ou quanto, conturbadas mas a tragédia desempenha aqui um elemento agregador e mais do que pertencer a facções diferentes, eles são Illidari. Seguidores de Illidan Stormrage que, durante a "War of the Ancients" (uma trilogia composta por: Well of Eternity; The Demon soul e The Sundering), se bandeou para o lado negro da força... ou pelo menos, assim parecia.

 

 

É claro que no fim da Burning Crusade acabou-se a pangaiada e foi tudo encarcerado quando a malta invadiu o Black Temple e partiu o tasco todo. Após alguns de paz e sossego em Azeroth... ou pelo menos tanto quanto possível já que entre Horda e Aliança anda sempre tudo à chapada... eis que a Legião regressa e espatifa esta coisa toda. Conclusão: lá tiveram de soltar os Illidari (que tanto trabalhinho deram para prender).

 

Portanto, este meus piquenos viram-se "descongelados" há, relativamente, pouco tempo e estão a tentar adaptar-se à nova vida. Por isso as histórias que me vão contando têm a ver com isto e com as relações entre eles.

 

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Das imagens claustrofóbicas

17.05.17 | A Diva do Sofá

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 Estava aqui a olhar para esta fotografia que encontrei no Unsplash (do fotografo  Faustin Tuyambaze ), e estava cá a pensar de mim para comigo: "Mas que coisa tão claustrofóbica".

 

Eu olho para esta imagem e fico com falta de ar. 

 

Já imaginaram o que é estar no meio daquela gente toda? Onde é que fica o espaço pessoal? E se uma pessoa precisar de ir à casa-de-banho?... quer dizer só de fraldinhas... ou então não bebe líquidos que é para minimizar as probabilidades dessa ocorrência. 

 

Por outro lado, a fotografia também me fez lembrar do meu regresso a casa ontem ao fim da tarde em que, por azar, apanhei o desfile dos universitários na Avenida de Roma. É obvio que o trânsito ficou virado de pernas para o ar, mas o giro era ouvir os comentários dos cidadãos séniores no autocarro.

 

Na categoria dos mais ousados estavam umas senhoras, todas entusiasmadas, que diziam que era muito engraçado ver a alegria daqueles jovens. Dentro desta categoria existia ainda uma sub-categoria de nostálgicos, que também recordavam as suas experiências universitárias com saudades e a mesma alegria. Depois havia a categoria dos "Velhos-do-Restelo" que não estavam nada contentes com tal despropósito de manifestação e dentro desta categoria ainda haviam duas sub-categorias; a dos falsos-moralistas que diziam "Eu nunca fiz aquelas figuras e sempre me portei muito bem" e a dos cataclísmicos que diziam "Agora só faltava afogarem-se no Meco". 

 

Eu, que ia a ler o meu livrinho, ria-me a olhar para o iPad. O cortejo era o que era, só achei que era pequenito. O que me estava a divertir a sério eram os comentários alheios. 

 

 

 

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Nerd week: A Diva no World of Warcraft

08.05.17 | A Diva do Sofá

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 Ora bem, nada como começar a semana a falar de jogos de computador (e para os aficcionados da linguagem eu sei que existe uma diferença entre Nerd e Geek mas, gostei mais do som de "Nerd" e é mais abrangente), porque sim,  eu gosto de jogos de computador (mais do que jogos de consola) e jogo World of Warcraft desde 2007 quando foi acrescentado à expansão do Burning Crusade a abertura do the Dark Portal (penso eu de que e se não estou em erro) e a partir daí nunca mais parei.

 

Por isso, é verdade... eu ainda sou do tempo em que os coitaditos dos Paladinos para terem o seu cavalinho, no nível 40, tinham de passar as passinhas do Algarve e correr Dire Maul para conseguirem ter o estupor do cavalo. E também sou do tempo em que Stone Watch Keep e torres circundantes, só tinham orcs elites e a maltinha era nível 18 e ou se tinha um amigo do nível 70 (não havia mais alto) que ia lá bater nos moços ou estava tudo lixado. A dungeon de Zul' Farrak também era uma animação, havia sempre wipes na escadaria. Era giríssimo. Naquela altura, como não havia o dungeon finder, os grupos não podiam ser feitos automaticamente portanto era importante pertencer a uma Guilda, conhecer as pessoas, saber pensar e saber jogar. Hoje em dia qualquer amíba consegue jogar sem ter de pensar muito, o que é uma pena mas, em rigor, os rapazes da Blizzard não são propriamente uma instituição de caridade.

 

As Guildas eram uma coisa divertidíssima também. Assistia-se a cada drama que vai lá vai. Nem era preciso ver novelas na televisão, bastava ligar o computador dizer "Olá" no chat da Guilda e começar a assistir à cena... ou cenas, eram sempre mais do que uma e havia-as para todos os gostos. Ser Guild Master naquela altura era super lixado, para além de ter gerir os eventos da Guilda (também não havia calendário, havia o chat e cada um marcava as cenas na sua agenda), ainda tinha de gerir sensibilidades. Um dia fiz uma fita gigantesca porque não me quiseram levar num raid a Karazhan... diziam que não tinha spell power suficiente... fiquei tão lixada que não falei com o meu namorado (da altura) durante 3 dias. Ele também jogava e pertencíamos à mesma Guilda e em boa verdade ele foi a razão pela qual comecei a jogar, mas aquela cena não se faz e eu fiquei mesmo danada. 

 

Hoje em dia a grande parte das pessoas com quem eu jogava, já não joga este jogo. A maioria simplesmente desistiu pelo grau de facilitismo que foi sendo introduzido ao longo das expansões e pela dinâmica social das Guildas que foi afetada e se perdeu bastante nestes tempos mais recentes. Quanto a mim, bom... eu lá vou jogando com os meus bonequinhos num percurso bastante solitário. Jogo porque gosto do jogo e gosto da história, mas já não me dou ao trabalho de socializar porque não vejo nada que me indique que vale a pena investir nesse sentido. Dungeons faço quando tem de ser e raids, sem malta decente numa Guilda igualmente decente nem pensar porque não tenho grande paciencia para histerias. No entanto, é claro que gostava de encontrar maltinha decente, tenho saudades disso.

 

E para concluir deixo-vos com uma foto dos meus "piquenos" de nível 110. Os outros 40 ainda não são deste nível.

 

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