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A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Porque gostamos de ver filmes e séries sempre bem instalados.
Sex | 03.02.17

Dos acessórios no local de trabalho

Helena R. Moisio

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 Ora bem, sobre o uso de acessórios no local de trabalho afigura-se-me como pertinente dizer-vos que cada um usa o que quer e muito bem entende. Há quem use toneladas de pulseiras (algo completamente desancoselhado pelos manuais de etiqueta e protocolo empresarial). Há quem use colares até ao chão. Há quem use litros de perfume (algo também muito desaconselhado por esses mesmos manuais). Eu uso uma agenda e a cabeça de um troll que ganhei num Happy Meal do McDonalds.

 

Porquê estes dois items? Porque é que têm uma importância tão vital para a minha pessoa, perguntar-me-iam v.Exas. 

 

Muito simples. As agendas dão muito jeito nas reuniões chatas em que se discute a cor das cuecas brancas do Napoleão. É verdade que podia usar o meu telefone ou um dos tablets como agenda mas, se fizesse isso no meio de uma reunião, iam todos ficar a pensar que estava a jogar Candy Crush Saga e não estava a ouvir um boi do que se estava a passar. Com uma agenda, fazemos uns rabiscos e passamos por muito interessados ao ponto de tirar notas sobre o conteúdo da reunião... ainda que, eventualmente, estejamos a jogar ao stop com o colega do lado.

 

Por outro lado a cabeça do Troll, que ainda é pesadita (na realidade nem sei porque é que o McDonalds andou a distribuir esta arma de arremesso às crianças), dá imenso jeito para atirar à cabeça daqueles que são corajosos (ou parvos, ainda não decidi) o suficiente para desafiarem o meu grau de tolerância às contrariedades. Antes do Troll tinha uma daquelas garrafitas de alumínio para beber água, mas não sei onde é que ela foi parar. Acho que não cheguei a atirá-la à cabeça de ninguém, ou pelo menos não me lembro de tal ocorrência mas e daí, desde que ultrapassei a barreira dos 40 a minha cabeça já não é o que era e os meus filtros muito menos.

 

E vocês? Que acessórios usam no local de trabalho?

 

 

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Qua | 01.02.17

Nós, as Mulheres

Helena R. Moisio

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Quando inicialmente pensei neste blogue foi apenas no sentido de este ser um espaço de descompressão (não o serão todos, de uma forma ou outra?), onde eu podia dizer umas coisas de vez em quando, ir publicando umas fotografias giras mais volta, menos volta, sem nenhuma direcção em especial, era o que me passasse pela cabeça num determinado momento. Fazia algum aproveitamento da minha página do Facebook (que até já teve outros nomes) mas, tal como vos digo, nada de especial. Era para ser algo que existe só porque sim... como algumas pessoas, existem só porque sim.

 

Digo-vos, estava tudo a correr pelo melhor quando eis senão que... começo a tropeçar em mentes preconceituosas e personalidades quadradas e retrógradas no que toca ao papel da mulher na sociedade. Não estou a particularizar a sociedade A, B ou C. Todas são predominantemente patriarcais pese embora encontremos patamares de diferente desenvolvimento.

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E a coisa torna-se um tanto ou quanto pior, quando nos apercebemos que nós somos o nosso pior inimigo. É um inimigo que partilha da mesma condição feminina que as demais e que, na maior parte dos casos, com um empurrãozito de um ou outro elemento religioso destinado a promover a subserviência, o medo e a ignorância, vai ganhando terreno.

 

Há muitas Evas por aí que vivem uma vida despreocupada e feliz com a sua condição. Estarão elas erradas? Claro que não. É uma escolha como outra qualquer mas, eu não sou nem nunca serei uma Eva desde logo porque entendo, que a mera alusão ao mito da costela de Adão, me coloca numa relação de submissão face ao outro. Mito por mito há outros mais giros para se observarem.

 

A mulher do século XXI não é, nem tem de ser subserviente. Não tem de responder a ninguém excepto a ela própria. Não tem de ter medo porque ainda não casou, como se isso fosse algo que a menorizasse em algum aspecto. Não tem de ter medo porque não tem filhos, como se fosse uma máquina reprodutora com um prazo pré-determinado estampado na testa ou isso fosse a única razão da sua existência. Certamente que para muitas será uma excelente desculpa para existirem - tenho a certeza que nalgum momento ou noutro, já todas ouvimos o famoso cliché " a maternidade realizou-me" - mas, para uma legião de outras, simplesmente, não o é e também não tem de o ser.

 

A mulher do século XXI não tem medo de envelhecer pois sabe e tem consciência que isso faz parte de um processo natural ao qual ninguém escapa e não tem de se deixar condicionar, ou limitar, por tradições conservadoras que lhe dizem que a partir de uma determinada idade "não podes tirar selfies, porque isso é rídiculo" , "não podes jogar pokemons porque isso é infantil e já não tens idade para isso". Rídiculas, infantis e com cheirinho a dejectos numa fraldinha, são observações como estas que na generalidade dos casos reflectem um sujeito patético, intelectualmente limitado, moral e socialmente hipócrita e preconceituoso.

 

Como é que se combate isto? Bom... na minha opinião gás mustarda era capaz de funcionar bem mas, tenho quase a certeza que deve haver uma qualquer convenção internacional que proíbe isto. Uma pena, se querem que vos diga.

 

 

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