Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Diva do Sofá

Porque gostamos de ver filmes e séries, mas quer em casa, quer no cinema o importante é estarmos bem instalados.

Porque gostamos de ver filmes e séries sempre bem instalados.
Qua | 15.02.17

Em modo criativo

Helena R. Moisio

Eu não sei como é que é com vocês mas, euzinha aqui, desde os 16 anos que tenho a mania que escrevo umas coisas a que chamo histórias. Sim, histórias e não estórias. Aqui na minha caverna chamam-se histórias, com um "h" minúsculo, porque quando se escreve com um "H" maiúsculo estamos a referir-nos ao substantivo História. Foi assim que me ensinaram na escola e eu não considero que a distinção seja assim tão complicada de fazer ao ponto de ter de modificar a palavra para perceber as diferenças de utilização. Como tal, aqui neste espaço nunca irei usar a termo "estória". Mas, voltando ao assunto de facto tenho mesmo a mania que escrevo umas coisas e, efectivamente, até escrevo. Não mostro praticamente a ninguém, excepto a um núcleo muito restrito de pessoas porque - diz a minha terapeuta - que tenho medo da rejeição (é claro que ela não me disse isto assim desta forma). Pessoalmente, eu acho sempre que o que tenho escrito é tão barbaramente mau que não preciso que ninguém me diga o que eu já sei... ou, o que eu acho que sei.

 

Para além desta auto-imposta limitação, um dos maiores problemas com que até agora me tenho deparado é o facto de recorrer, na maior parte das vezes, a um estilo de escrita livre no qual as ideias vão surgindo e a malta vai escrevendo à medida que as coisas vão acontecendo. Resultado prático; quando chegamos para aí à página 120 constatamos: "Fooooogo!... Já estou perdida. E agora?"

 

Pois é, e agora?

 

Agora, vais ler esta cagada toda desde o início para tentares perceber onde é que estás e muito mais importante, para onde é que queres ir. Conclusão, este exercicio permanente, além de ser cansativo, acaba com a motivação de qualquer um e faz com que tenhamos uma sensação constante de que nunca chegamos a lado nenhum e está sempre tudo incompleto.

 

No primeiro fim de semana de Fevereiro, tive uma nova crise de criatividade quando fui ao cinema mas num modelo diferente e quando cheguei a casa montei a estrutura toda de uma história em 40 minutos. É como se fosse um mapa. Sabemos onde estamos, sabemos onde queremos chegar e sabemos que há imensos caminhos para chegar ao nosso destino. Depois de montado o esqueleto, o passo a seguir é começar construir os demais elementos como os cenários, os personagens etc., e no meu caso eu recorro imenso a imagens principalmente como fonte de inspiração para criar personagens.

 

Como a minha onda é mais (bem mais) o universo do fantástico, encontro sempre montes de ideias na arte digital e uma das minhas artistas favoritas é a Mavrosh (deviantart). Foi nas criações dela que encontrei a inspiração para criar uma personagem menor (ou pelo menos era para ser uma personagem menor, entretanto já acho que vou ter de promovê-la), a quem provisoriamente está atribuído o papel de antagonista e parece-se com isto:

 


The White Naga by Mavrosh on DeviantArt

 

Quando olhei para a criatura pensei: "Olha que fixe já tenho alguém para criar drama, matar e introduzir mais à frente outra personagem pior que esta.". Fiquei super contente. A sério que fiquei. O problema veio depois... é que um antagonista - mesmo que pequeno - tem a sua história, as suas vivências e as suas percepções. Então o que é que eu fiz? Construí-lhe uma história pois então!... E lixei esta porcaria toda! Agora como me afeiçoei a esta criatura não consigo matá-la. É verdade que não está previsto que seja nenhum menino do coro (até porque julgando pela figura em anexo dificilmente se enquadraria em tal categoria) e vai ser lixado para as minhas personagens principais mas, matá-lo epicamente como estava previsto deixou de ser uma opção viável... por enquanto.

 

Olhem que isto de construir personagens é tramado.

 

 

 

   

Diva photo text1046322796.gif

Seg | 13.02.17

Oops I did it again! - Children of Bodom - Metal cover

Helena R. Moisio

children_of_bodom_DDS.jpg

 Pois é verdade, como já devem saber a esta altura, eu só oiço música pop e/ou mainstream por engano ou, num caso limite, porque se verifica que realmente estamos perante alguém com um talento e uma versatilidade tão fenomenal que é impossível não o(a) reconhecer como tal.

 

Não é o caso da Britney Spears, obviamente, que até pode ser visualmente engraçadinha, até pode cantar umas coisas dentro do tom mas... é o equivalente à tesão do mijo. Tão depressa está lá em cima como, de repente, já acabou. C'est la vie do estrelato pop.

 

Tendo isto em consideração, não posso deixar de aqui vos trazer a banda finlandesa Children of Bodom (a.k.a C.O.B), da qual faz parte o fantástico Alexi Laiho considerado (pela Total Guitar) o melhor guitarrista de metal de todos os tempos. 

 

E então o que é que os C.O.B. fizeram? Pois pegaram nesta cançãozinha da Britney Spears e fizeram uma versão alternativa que é, em toda a linha, muito melhor que a original e com piadinhas em finlandês pelo meio e que torna as coisas muito mais engraçadas (e com muito mais piada quando se percebe o que eles estão a dizer). Senão, ora oiçam:

 

 

Diva photo text1046322796.gif

Sex | 10.02.17

Da série "Timón & Pumba": Pumba... para ti tudo são gases.

Helena R. Moisio

via GIPHY

 

Como já tinha dado conta em alguns posts anteriores, em Outubro do ano passado mudei de casa e... não obstante o trauma que é todo o processo de tentar encontrar uma casa com um senhorio decente, mais todo o esforço físico e mental que esta coisa envolve, depois ainda temos de lidar com aquelas merdíces essenciais para a nossa vida diária como é a questão da luz, da água e do gás.

 

É mandar apagar a luz de um lado e acender noutro. É fechar a água de lado e abrir noutro. É tirar o gás de um lado e pôr noutro e tudo isto é gírissimo e simples quando as coisas funcionam bem. O pior é só quando marramos com umas criaturas do outro lado que, assim à primeira vista, até parecem normais mas na realidade devem ter um Q.I igual ou inferior ao de uma amíba.

 

Isso foi o que me aconteceu com a empresa do gás GOLDENERGY . Resolver a questão da água e da luz foi bastante simples até porque tanto a Epal como a Edp têm serviços online que facilitam, de algum modo, este tipo de coisas e no caso da Galp, apesar de um pouco mais trabalhoso por se tratar de gás, também têm uma capacidade de resposta célere, agora... resolver o que quer que seja com a GOLDENERGY é, efectivamente, o fim da macacada.

 

Eu sou uma daquelas pessoas que tem por hábito ler e então, dado este meu vício, leio tudo. Desde contratos, a folhetos de instruções. Como no site das criaturas não havia (e não há) qualquer possibilidade de cessar um contrato online, fui reler as instruções (i.e. o contrato), fiz mais umas pesquisas na internet sobre a temática em questão (e encontrei reclamações idênticas ao que a seguir vos contarei, pelo que fiquei logo de sobreaviso) e nesse sentido como era possível solicitar a cessação dos serviços por email, foi o que fiz.

 

Então, mandei-lhes um email super simpático (porque eu até sei fazer isso de quando a quando) e a Cátia respondeu-me assim:

email_2.PNG

 Ó Cátia! Por quem sois! Com essa resposta és a minha melhor amiga. Bem... não exageremos, mas o facto de se poder formalizar este pedido por email foi, para mim, excelente porque significava que esta coisa ia ser rápida.

 

Preenchi o modelito e "zuca!" enviei logo a formalização do pedido que era por causa das tosses. Bom, com mais ou menos enguiço as criaturinhas lá foram fechar o gás da casa onde eu já não estava e da qual eu já não tinha as chaves. Estando já tudo fechadinho, fiquei à espera que me enviassem a factura de encerramento de contas, que tinha indicado no formulário para me enviarem por email.

 

E esperei... entretanto, como nunca mais me enviavam nada, em Dezembro, tomei a iniciativa de lhes enviar uma mensagem:

email_3.PNG

 Desta vez foi a Daniela que me respondeu:

 

email_4.PNG

Ó Daniela, curte a cena... em cumprimento das regras que vocês próprios estabeleceram e eu respeitei, eu só queria que me enviassem a puta da factura para que eu pudesse pagar. Era só isso criaturinha. É assim tão difícil fazer um email com uma factura em anexo e carregar no botãozinho que diz "send" (ou "enviar" se o software estiver em português)? 

 

Bom, depois desta fiquei outra vez à espera da factura...

 

E chegamos a Fevereiro de 2017... abro o meu email e eis senão que:

 

email_1.PNG

 Olha! Os fofinhos de uma empresa de cobranças a fazer o serviço de facturação da empresa do gás!!! Será que têm gajos giros a trabalhar lá? É que quando os moços (ou moças) são giros, simpáticos e não têm um túnel de vento no lugar do cérebro, normalmente, é possível estabelecer um diálogo coerente e razoável que permite alcançar soluções adequadas para ambas as partes, através de um modelo pacífico de resolução de conflitos. Em alternativa, também podemos, literalmente, partir a casa toda mas como eu tenho alguns problemas de anger management  era uma opção que preferia evitar, por isso respondi-lhes de uma forma cordial e simpática:

 

Exercicio intelectual ldo dia.PNG

 Por isso, pessoal que tem contratos de fornecimento do gás com estas criaturas da GOLDENERGY, saiam dessa porque estes nem sabem onde é que deixaram a nave espacial estacionada. Se um dia vos baterem à porta a dizer com a conversinha da liberalização do mercado e que estão a pagar a mais, fechem-lhes a porta nas trombas e chamem um exorcista porque estão perante uma assombração. 

 

Pessoal que anda a tocar às campaínhas a angariar clientes; Não vos pagam para essa merda. Se não querem ser tratados como assombrações, não se transformem numa. 

 

Diva photo text1046322796.gif

Seg | 06.02.17

O saco da Diva

Helena R. Moisio

Pois é verdade, podia dar-me para pior mas quando, por algum motivo, me sinto mais triste dá-me para inventar coisas... de preferência simples já que os meus dotes artísticos deixam um bocado a desejar. Na realidade é o que acontece quando a minha cabeça se fecha sobre si própria mas, eu prefiro chamar-lhe o inicio de mais um processo criativo... ou tão criativo quanto possível já que não estou a criar nada de novo, estou apenas a adaptar o que já existe aos meus interesses. 

 

Assim, resolvi então costumizar um saco e depois mandei-o vir... ao saco isto é. Parece-se com isto:

 

A parte da frente é assim,

DDS_Front_Black.PNG

 

 A parte de trás é assim,

 

DDS_Back_Black.PNG

E o resultado final foi este:

 

DDS_1.jpg

O saco é de boa qualidade, não é made in china (é made in Germany), a qualidade da impressão é bastante boa mas, não posso dizer que seja baratucho. Não é baratucho mas, coisas costumizadas nunca o são.   

 

E não, não vou começar a vender coisas por aqui, nem a impingir nada a ninguém. Todas estas coisas que faço (ou mando fazer, porque não tenho muito jeitinho com as mãos), são - acima de tudo - para mim ou, eventualmente, para oferecer a alguém, de resto sou péssima vendedora do que quer que seja. Agora, posso dar-vos dicas onde é que podem criar e mandar fazer coisas destas online sem ter de levantar o real traseiro do vosso sofá, aliás a grande filosofia subjacente à Diva do Sofá é exactamente isto; fazer coisas sem levantar o rabo do sofá.

 

Diva photo text1046322796.gif