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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

De saltos altos

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foto de Caitlyn Wilson on Unsplash

 

 Vocês já se deram ao trabalho de observar as mulheres a andar de saltos altos na rua?

 

Pois eu já e confesso que na maior parte das vezes fico chocada porque não sei se é suposto parecerem mais altas, mais elegantes ou simplesmente gostam de usar um instrumento de tortura nos pés.

 

Andar de saltos altos não é uma tarefa fácil, na maior parte das vezes eu não ando de saltos e quando tenho de andar, então tenho de garantir que não ando com eles nos pés por mais de 2 a 3 horas porque a partir daí a sua utilização passa a ser um esforço, por isso devo confessar que é bastante doloroso ver algumas pessoas a andar de saltos, na rua, completamente desconjuntadas. Isto na verdade é super chato porque a ideia por detrás dos saltos altos é fazer com que as mulheres pareçam mais elegantes e graciosas, mas isto não é o que se vê por aí. O que mais se vê por aí são pessoas a usarem sapatos de salto como se fossem umas chancas e com um andar tão pesado que mais parece que pesam uma tonelada. Aliás já vi mulheres a andarem de ténis, com mais leveza e graciosidade do que muitas que andam de saltos. 

 

Eu não sou, em nada, contra os saltos alto. Muito pelo contrário, para além da parte estética têm uma diversidade enorme de outras utilidades, no entanto convém usá-los com alguma parcimónia quando não se está muito habituada a fazê-lo por longos períodos de tempo ou quando podem existir algumas dificuldades de locomoção.  

A Diva no Palácio Baldaya

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 Pois é verdade, no passado dia 1 de setembro abriu ao público o Palácio Baldaya e eu fui lá dar uma espreitadela pois aquilo estava bastante animado... quer dizer, na realidade aquilo foi animação durante todo o fim de semana e o cagarim era tanto que tive de fechar as janelas da cozinha e as persianas só para não ter de ouvir a barulheira, mas tirando esse detalhe os espaço está um espectáculo.

 

Tem uma exposição de pintura, tem uma exposição de fotografia, tem uma exposição de miniaturas de automóveis e aquilo que eu mais gostei foi o facto de ter uma biblioteca logo à entrada do lado direito, que parece ainda um pouco minimalista e me deixou a pensar se aceitavam doações de livros. Por acaso não tem um espaço multimédia mas devia ser giro se tivesse.

 

O jardim também devia ser giro e eu até teria ido ver se as restantes 500 mil pessoas não tivessem tido a mesma ideia, como tiveram voltarei lá quando estiver a chover ou numa data mais adiante quando o factor novidade já tiver passado um bocadinho.

 

Conclusão, Benfica ganhou uma frequesa muito mais contentinha por ter um agradável espaço cultural assim tão perto de casa, desejo-lhes as maiores felicidades esperando que consigam mantê-lo interessante e atractivo. 

Da recente polémica em torno da Porto Editora

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Tenho visto, ou neste caso lido, uma enorme quantidade de disparates acerca da polémica sobre os livros de actividades para meninas e para rapazes, por isso eu resolvi partilhar a minha opinião acerca deste assunto com a ilustração da Sara Herranz para a a 190º The Magazine

 

No dia em que estalou a polémica, o meu marido - como bom finlandês que é - perguntou-me: "O quê? Mas vocês ainda andam a discutir isso?"

 

Eu, encolhi os ombros e respondi-lhe: "Aparentemente". 

 

Enquanto isso, perguntavam-me no meu mural do facebook: "Mas o que é que se passa na cabeça destas pessoas?"

 

" Ora bem... a mim parece-me que não passa nada porque o ratinho que faz a rodinha girar deve ter fugido para parte incerta e sem aviso prévio." Respondi. 

 

Na verdade, eu não tenho nada contra os livros da Porto Editora, nem contra a atrasadice mental que grassa por aqueles cérebrozinhos do tamanho de uma amíba. Todos temos o direito a ser idiotas uma vez por outra, no entanto atentem que se trata apenas de um direito e não de uma obrigação. 

 

Eu nem sequer me vou dar ao trabalho de me pronunciar sobre a aberração e o insulto que, para mim e para a minha inteligência, são aqueles livros, mas preocupam-me seriamente os disparates que as "Evas" neo-feministas vão vomitando por aqui e por ali, escudando-se cobardemente atrás de princípios democráticos e constitucionais -  como o direito à liberdade de escolha -  mas ignorando que a Constituição da República Portuguesa contempla também outros princípios tão importantes quanto esse e pressupondo sempre que o exercício de cada um deles implica o respeito pelos demais.  

 

Por isso, sim. Eu tenho alguns problemas com alguns disparates que alguns fazedores de opinião vão dizendo por aí, porque apesar do discurso parecer bastante bem articulado, só funciona até começar a desmontá-lo.  

A Diva e o episódio 6 da Guerra dos Tronos

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 Não, hoje não vos presenteio com Dragões a botarem fogo pelas ventas e a queimarem tudo e mais alguma coisa... podia, mas não vou fazê-lo porque vi o episódio 6 ontem e só mais logo é que passa no SyFy (e eu vou ver outra vez). Por isso, querem saber o que vai acontecer vejam o episódio mais loguinho.

 

No entanto aconselho que tenham por perto:

 

  • lencinhos de papel e;
  • fraldinhas para adultos (só pelo sim, pelo não).

É muito importante, também, fazerem algum aquecimento prévio aos músculos visto que em alguns momentos pode haver uma certa inclinação para se saltar da cadeira e não queremos que fiquem com uma distenção ou assim.

 

Outro conselho muito útil é mandarem os putos para cama antes de começar o episódio, pois assim sentir-se-ão mais livres para insultar a televisão, os personagens, os vivos, os mortos, os dragões, os ursos e aquela cangalhada toda. Aliás, devo dizer-vos que o meu vocabulário de ontem à noite era assim:

 

"Foooooooooooooogooooooo!!!!!" - Com um "D" e um "A" muita grandes e com um sufixo a seguir.

 

"Corre!!! Seu estúpido de cóco!!! Queres o cóco das pernas p'ra quê?!" - Com um "M" bem maiúsculo para adjectivar, assim, com a alma.

 

"Oh-oh!... Não."

 

"Oh-oh!... Não, não... Estão tão lixados! Agora é que lixaram este cóco todo!" - Com "F"'s e "M"s gigantescos e a bold.

 

Também vão ter momentos de alegria... vá assim tudo juntinho talvez chegue a 1 minuto em que podem dizer "Yaaaaaaaaayyyyyyyyy!!!!!" e dar pulinhos à volta da cadeira, mas não se estiquem porque logo a seguir começam os palavrões outra vez. Além disso movimentos bruscos também podem causar distenções num joelho ou qualquer coisa do género e depois começa o pânico com o:

 

"Não-não-não-não-não-não-não... Não-não-não."

 

E termina com o fatídico:

 

"Epáááááááá...Não... 'Tá tudo lixado!" - Com um "F" daqueles super sentidos.

 

Pronto e é isto um breve resumo do episódio 6 da 7ª temporada da Guerra dos Tronos que é mesmo mais longo que todos os outros episódios anteriores. Por isso, divirtam-se e depois falamos. 

   

 

 

A Diva versus Religião

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 Normalmente nunca sei sobre o que é que vou escrever nos dias em que publico aqui no blogue. Tenho sempre imensas ideias, muitas vezes até tenho agendado o que vou escrever nos dias previstos mas depois mudo tudo à última da hora. Por isso deixei de planear publicações com antecedência, apesar de dar imenso jeito fazê-lo.

 

Hoje vinha no autocarro a pensar sobre o que é que iria escrever. Primeiro pensei em dizer mal dos Dinamarqueses (que é giro e escreverei sobre tal noutra altura), depois pensei em falar-vos um pouco dos bons projectos feitos nas nossas escolas (que também é muito giro e sobre o qual também falarei a seu tempo porque ainda não decidi em que moldes é que vou fazê-lo), depois pensei em falar sobre nacionalismos actuais e respectiva comparação com as vagas nacionalistas do século XIX (que são muito parecidos mas não sei até que ponto isto não se pareceria mais com um texto académico), depois também pensei em falar sobre os acontecimentos em Barcelona, mas achei que não era apropriado alimentar e/ou dar visibilidade a práticas com as quais discordo. No entanto, na sequência deste último decidi que ia falar sobre as minhas experiências com a religião.

 

Eu não tenho nenhum credo religioso e nem sequer sou baptizada. Gosto da temática da religião como uma área de estudo ligada à antropologia ou à antropossociologia, gosto do tema como fonte de inspiração para enredos de histórias fantásticas, mas não gosto da religião como algo que deva ser levado a sério. Ao contrário de Descartes, não acredito no dualismo da alma mas compreendo e aceito que - por algum tipo de necessidade - as pessoas encontrem conforto espiritual neste tipo de crenças. Posto isto, importa também dizer que o meu relativismo cultural termina no exacto momento em que me tentam impôr uma fantasia que atenta contra o meu modo de vida e/ou valores. 

 

Os meus encontros com a religião começaram quando entrei para o 1º ciclo da escola preparatória e fui obrigada a frequentar aulas de Religião e Moral... que desgraça... primeiro aquelas aulas nunca chegavam ao fim porque a maioria dos miúdos iam para a rua antes da aula acabar, segundo nunca percebi porque é que tinha de estar ali sentada, durante 1 hora, a ouvir uma senhora a contar histórias chatas que estavam num livro e terceiro nunca ninguém me explicou porque é que eu tinha de acreditar naquilo. 

 

Mais tarde (sim, porque isto durou até ao 7º ano), as minhas questões começaram a tornar-se mais elaboradas, mais complexas e ninguém me dava respostas que eu considerasse minimamente satisfatórias. Concluí então que se era para acreditar em algo no domínio do fantástico, nesse caso mais valia acreditar naquilo que eu queria e não naquilo que me queriam impingir.

 

Entretanto à medida que fui crescendo, estes encontros com elementos de religiões diferentes foram-se tornando mais engraçados. Uma vez, com umas testemunhas de Jeová deu-me uma crise de riso tão grande que para além de chorar até fiquei com soluços. Coitadinhos... eles abriam a boca e eu já me estava a rir, bem que eu tentava dizer que não estava a gozar com eles mas não conseguia parar de rir. Felizmente, o meu namorado da altura - que era muito mais politicamente correcto - interveio mas foi muito dificil parar de rir.

 

Noutra vez foi um rapaz Turco que era participante num dos nossos seminários. Ele era super simpático o pobrezinho, mas cometeu o erro de me perguntar o que é que eu achava da entrada da Turquia na União Europeia. Respondi-lhe 3 vezes que não era uma boa ideia ele fazer-me essa pergunta. Quando me perguntou porquê, disse-lhe que não ia gostar da resposta. Quando ele me fez a pergunta pela 4ª vez, eu dei-lhe a resposta que ele não queria ouvir. A partir daí, passou o tempo todo a falar-me do Islão e no fim até me ofereceu uma revistinha. Dentro deste mesmo tema do Islão, antes deste episódio tinha tido outro na Universidade com uma colega minha em que um dia, estava a dizer-lhe cobras e lagartos dos muçulmanos, e de facto percebi que ela estava um bocado calada. Quando acabei o meu discurso, ela vira-se para mim e diz-me assim: "Então isso quer dizer que não gostas de mim?".

 

Respondi-lhe: "Mas estás parva? Porque razão é que não haveria de gostar de ti?"

 

Contra-resposta: "Ah é que eu sou muçulmana."

 

E isto meus caros, é o que se chama "Toma e embrulha".

 

Todavia, pensariam vocês que a coisa ficaria por aqui. Mas não.... Olhei para ela, dei-lhe um abracinho e um beijinho na testa e respondi; "Ooooooh fofinha! Que disparate. É claro que gosto muito de ti... além disso todos temos os nossos defeitos, pronto."

 

O episódio mais recente que na verdade não chegou a acontecer (mas foi pena porque gostava de ver o que é que tinham para dizer), foi com os Mormons. Não houve grande espaço para qualquer tipo de interacção ou troca de ideias porque o meu marido me arrastou dali para fora (ele não gosta muito de religiões), mas pronto tenho a certeza que haverão outras oportunidades. Até lá deixo-vos com um projeto que se chama "The Atheist Experience", e o episódio da Evolução e da Banana que é hilariante.

 

 

  

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