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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Da série "Timón & Pumba": Pumba... para ti tudo são gases.

via GIPHY

 

Como já tinha dado conta em alguns posts anteriores, em Outubro do ano passado mudei de casa e... não obstante o trauma que é todo o processo de tentar encontrar uma casa com um senhorio decente, mais todo o esforço físico e mental que esta coisa envolve, depois ainda temos de lidar com aquelas merdíces essenciais para a nossa vida diária como é a questão da luz, da água e do gás.

 

É mandar apagar a luz de um lado e acender noutro. É fechar a água de lado e abrir noutro. É tirar o gás de um lado e pôr noutro e tudo isto é gírissimo e simples quando as coisas funcionam bem. O pior é só quando marramos com umas criaturas do outro lado que, assim à primeira vista, até parecem normais mas na realidade devem ter um Q.I igual ou inferior ao de uma amíba.

 

Isso foi o que me aconteceu com a empresa do gás GOLDENERGY . Resolver a questão da água e da luz foi bastante simples até porque tanto a Epal como a Edp têm serviços online que facilitam, de algum modo, este tipo de coisas e no caso da Galp, apesar de um pouco mais trabalhoso por se tratar de gás, também têm uma capacidade de resposta célere, agora... resolver o que quer que seja com a GOLDENERGY é, efectivamente, o fim da macacada.

 

Eu sou uma daquelas pessoas que tem por hábito ler e então, dado este meu vício, leio tudo. Desde contratos, a folhetos de instruções. Como no site das criaturas não havia (e não há) qualquer possibilidade de cessar um contrato online, fui reler as instruções (i.e. o contrato), fiz mais umas pesquisas na internet sobre a temática em questão (e encontrei reclamações idênticas ao que a seguir vos contarei, pelo que fiquei logo de sobreaviso) e nesse sentido como era possível solicitar a cessação dos serviços por email, foi o que fiz.

 

Então, mandei-lhes um email super simpático (porque eu até sei fazer isso de quando a quando) e a Cátia respondeu-me assim:

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 Ó Cátia! Por quem sois! Com essa resposta és a minha melhor amiga. Bem... não exageremos, mas o facto de se poder formalizar este pedido por email foi, para mim, excelente porque significava que esta coisa ia ser rápida.

 

Preenchi o modelito e "zuca!" enviei logo a formalização do pedido que era por causa das tosses. Bom, com mais ou menos enguiço as criaturinhas lá foram fechar o gás da casa onde eu já não estava e da qual eu já não tinha as chaves. Estando já tudo fechadinho, fiquei à espera que me enviassem a factura de encerramento de contas, que tinha indicado no formulário para me enviarem por email.

 

E esperei... entretanto, como nunca mais me enviavam nada, em Dezembro, tomei a iniciativa de lhes enviar uma mensagem:

email_3.PNG

 Desta vez foi a Daniela que me respondeu:

 

email_4.PNG

Ó Daniela, curte a cena... em cumprimento das regras que vocês próprios estabeleceram e eu respeitei, eu só queria que me enviassem a puta da factura para que eu pudesse pagar. Era só isso criaturinha. É assim tão difícil fazer um email com uma factura em anexo e carregar no botãozinho que diz "send" (ou "enviar" se o software estiver em português)? 

 

Bom, depois desta fiquei outra vez à espera da factura...

 

E chegamos a Fevereiro de 2017... abro o meu email e eis senão que:

 

email_1.PNG

 Olha! Os fofinhos de uma empresa de cobranças a fazer o serviço de facturação da empresa do gás!!! Será que têm gajos giros a trabalhar lá? É que quando os moços (ou moças) são giros, simpáticos e não têm um túnel de vento no lugar do cérebro, normalmente, é possível estabelecer um diálogo coerente e razoável que permite alcançar soluções adequadas para ambas as partes, através de um modelo pacífico de resolução de conflitos. Em alternativa, também podemos, literalmente, partir a casa toda mas como eu tenho alguns problemas de anger management  era uma opção que preferia evitar, por isso respondi-lhes de uma forma cordial e simpática:

 

Exercicio intelectual ldo dia.PNG

 Por isso, pessoal que tem contratos de fornecimento do gás com estas criaturas da GOLDENERGY, saiam dessa porque estes nem sabem onde é que deixaram a nave espacial estacionada. Se um dia vos baterem à porta a dizer com a conversinha da liberalização do mercado e que estão a pagar a mais, fechem-lhes a porta nas trombas e chamem um exorcista porque estão perante uma assombração. 

 

Pessoal que anda a tocar às campaínhas a angariar clientes; Não vos pagam para essa merda. Se não querem ser tratados como assombrações, não se transformem numa. 

 

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Nós, as Mulheres

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Quando inicialmente pensei neste blogue foi apenas no sentido de este ser um espaço de descompressão (não o serão todos, de uma forma ou outra?), onde eu podia dizer umas coisas de vez em quando, ir publicando umas fotografias giras mais volta, menos volta, sem nenhuma direcção em especial, era o que me passasse pela cabeça num determinado momento. Fazia algum aproveitamento da minha página do Facebook (que até já teve outros nomes) mas, tal como vos digo, nada de especial. Era para ser algo que existe só porque sim... como algumas pessoas, existem só porque sim.

 

Digo-vos, estava tudo a correr pelo melhor quando eis senão que... começo a tropeçar em mentes preconceituosas e personalidades quadradas e retrógradas no que toca ao papel da mulher na sociedade. Não estou a particularizar a sociedade A, B ou C. Todas são predominantemente patriarcais pese embora encontremos patamares de diferente desenvolvimento.

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E a coisa torna-se um tanto ou quanto pior, quando nos apercebemos que nós somos o nosso pior inimigo. É um inimigo que partilha da mesma condição feminina que as demais e que, na maior parte dos casos, com um empurrãozito de um ou outro elemento religioso destinado a promover a subserviência, o medo e a ignorância, vai ganhando terreno.

 

Há muitas Evas por aí que vivem uma vida despreocupada e feliz com a sua condição. Estarão elas erradas? Claro que não. É uma escolha como outra qualquer mas, eu não sou nem nunca serei uma Eva desde logo porque entendo, que a mera alusão ao mito da costela de Adão, me coloca numa relação de submissão face ao outro. Mito por mito há outros mais giros para se observarem.

 

A mulher do século XXI não é, nem tem de ser subserviente. Não tem de responder a ninguém excepto a ela própria. Não tem de ter medo porque ainda não casou, como se isso fosse algo que a menorizasse em algum aspecto. Não tem de ter medo porque não tem filhos, como se fosse uma máquina reprodutora com um prazo pré-determinado estampado na testa ou isso fosse a única razão da sua existência. Certamente que para muitas será uma excelente desculpa para existirem - tenho a certeza que nalgum momento ou noutro, já todas ouvimos o famoso cliché " a maternidade realizou-me" - mas, para uma legião de outras, simplesmente, não o é e também não tem de o ser.

 

A mulher do século XXI não tem medo de envelhecer pois sabe e tem consciência que isso faz parte de um processo natural ao qual ninguém escapa e não tem de se deixar condicionar, ou limitar, por tradições conservadoras que lhe dizem que a partir de uma determinada idade "não podes tirar selfies, porque isso é rídiculo" , "não podes jogar pokemons porque isso é infantil e já não tens idade para isso". Rídiculas, infantis e com cheirinho a dejectos numa fraldinha, são observações como estas que na generalidade dos casos reflectem um sujeito patético, intelectualmente limitado, moral e socialmente hipócrita e preconceituoso.

 

Como é que se combate isto? Bom... na minha opinião gás mustarda era capaz de funcionar bem mas, tenho quase a certeza que deve haver uma qualquer convenção internacional que proíbe isto. Uma pena, se querem que vos diga.

 

 

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A Lista de Livros da Diva - 2017

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 Pois é verdade, esta é a minha lista de livros para 2017. Estes são aqueles que, efetivamente, me proponho a ler mas, tenho uma lista de reserva com mais 8 títulos só para o caso de não me apetecer ler algum que consta da lista principal, ou se tiver tempo para ler algum extra. 

 

E não, não se tratam de livros académicos ou que abordem grandes temas filosóficos ou elaborados pressupostos teóricos (apesar de ter, pelo menos, um desses na minha lista de reserva), são do género fantástico mesmo. A minha onda é fantasia e ficção científica... bom... e filosofia e teoria política também mas não tanto para fins de entertenimento.

 

Ok.... é só há um título em português... pois. Desde que instauraram o novo acordo ortográfico nunca mais li livros em português, excepto nos casos em que são escritos por autores Portugueses. Por isso, a minha primeira regra é:

 

  • Privilegiar sempre as versões originais.

 

Como, praticamente deixei de ler livros em português - até porque, normalmente, não gosto de autores portugueses nem do seu estilo de narrativa - passei a comprar livros em inglês, mas como entretanto também se lembraram de aumentar o preço destes, é óbvio que deixei de comprar livros no seu formato físico e aderi à versão digital da coisa. Portanto, mais de 90% do consumo literário é digital. Claro que também gosto de livros em formato papel e gosto de os ver arrumadinhos nas estantes mas, como dou prioridade ao conteúdo e não ao seu formato sou adepta do digital.

 

Outra coisa que me tira do sério é o facto dos livros em formato papel ( e alguns em formato digital também ), estarem demasiado caros... por exemplo, eu não estou disponível para pagar o preço que actualmente pedem pelos livros, principalmente, quando posso aceder aos mesmos de forma gratuita e sem sequer recorrer ao uso dos torrents (sim, sim, eu uso torrents quando é preciso mas, a temática da censura digital fica para o próximo post). 

 

Finalmente, os últimos 6 títulos da lista estão disponíveis gratuitamente na apple store (para quem tenha iPads), ainda não verifiquei se também assim na google store (para quem tem android).

 

  

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Portugal vs Finlândia - Casas

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Em bom rigor, eu já ando para escrever sobre isto há algum tempo. Ou seja, como é que são as condições das casas na Finlândia (ou pelo menos naquelas em que tenho tido oportunidade de estar até agora), e como é que são as condições das casas em Portugal.

 

Para início de conversa, vamos eliminar já uma variável que é a questão do preço; isto é o valor da renda mensal (sim, renda. Os finlandeses não têm a mania de andar a comprar casas desenfreadamente só para se sentirem proprietários de alguma coisa). O valor da renda mensal, na Finlândia, não é muito diferente do valor praticado em Portugal. São, aliás, bastante semelhantes. O que difere sobejamente é o nível de rendimento, já que os salários são bastante superiores.

 

De seguida, vamos eliminar também a variável do nível de vida já que, ir ao supermercado na Finlândia não é substâncialmente mais caro do que ir ao supermercado em Portugal. É um pouco mais caro, sim mas é praticamente a mesma coisa que fazer compras no supermercado do Corte Inglés todos os dias. Relativamente às contas do gás e da electricidade - que em Portugal são recursos geridos por pessoas colectivas de natureza necrófaga - há 2 coisas que é importante saber:

  1. Gás, na finlândia é usado para fins de campismo e se quiserem podem usar botijas.
  2. Electricidade, é usada para tudo e é barata. 

Ora bem, assim sendo posso dizer-vos o seguinte; na Finlândia não se passa frio dentro de casa e também não se passa calor (sim, porque eles também têm verão e também fica quentinho). É, os finlandeses têm este conceito curioso e inovador que se chama isolamento. E então, para proteger do frio e do calor têm esta mania tonta de isolar as casas, curiosamente, até é uma ideia gira porque a malta não se sente desconfortável dentro da sua própria casa.  

 

Em Portugal...

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Pois... Em Portugal, o conceito de isolamento é algo inexistente e - não querendo chocar ninguém - é inclusive um bocado estranho. Se subitamente se adoptasse tal coisa, lá vinham os abutres do costume gritar prejuízo e as urgências dos hospitais ficariam mais vazias porque a malta não se constipava... estou a brincar. As urgências dos hospitais não iam ficar vazias porque os nossos utentes são super criativos mas, o facto é que aquecer uma casa em Portugal, no inverno, é altamente dispendioso e arrefecê-la, no verão, idem.

 

No meio disto tudo o que me aborrece, verdadeiramente, é não ter uma sauna em casa mas, mesmo que a tivesse não quero nem imaginar a minha conta da luz.

 

 

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