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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

O que é que acontece quando o marido vai à feira da bagageira?

Retrohusband.png

 E é isto. Desculpem lá a fotografia, sei que está um cócó, mas eu não tenho grande jeito para tirar fotos. 

 

Pois é, acabámos com um ZX Spectrum 128K, com leitor de cassetes incorporado, mais um mala de jogos (sim, sim em cassete) e ainda o manual do dito cujo... em português (mas não faz mal que o meu moço tem de praticar a língua). 

 

E agora perguntam-me vocês: mas funciona?

 

Funciona pois! Foi uma chinfrineira cá em casa a noite toda que não estão bem a ver a coisa. No inicio ainda foi engraçado, do género "Epá! Há tanto tempo que já não ouvia esse barulhinho.", mais para o fim já me estava a tremer o olhinho na onda do "Já desligavas essa coisa, não?". E se se estão a perguntar o que é que está ao lado, sim pois... ao lado está um Commodore Amiga que também funciona, mas precisamos de um joystick e um cabo qualquer (já não me lembro bem do quê, que creio que vamos mandar vir de Espanha porque não encontramos aqui).

 

Tal como ele se auto-intitula é o meu retro-husband , que gosta de tecnologia e jogos retro. Neste caso porque lhe faz lembrar a infância e de quando ia para casa de um amigo - que tinha um computador destes - jogar. Nós lá em casa também tivémos um 128K, mas não tinha leitor de cassetes incorporado. Todavia a chinfrineira era igualzinha e creio que ainda deve haver um monitor (daqueles antigos com um ecrã verde), mais alguns jogos algures lá pelo Alentejo... vou ver se ponho a minha mãe a fazer arqueologia um dia destes. 

 

Tirando isso, foi a primeira vez que fui à feira da bagageira ali em Benfica e na realidade, nunca me tinha passado pela cabeça que era literalmente uma feira de carros com a bagageira aberta. Pensava que era só mais uma feira. Gostei da ideia.    

De saltos altos

caitlyn-wilson-114549.jpg

foto de Caitlyn Wilson on Unsplash

 

 Vocês já se deram ao trabalho de observar as mulheres a andar de saltos altos na rua?

 

Pois eu já e confesso que na maior parte das vezes fico chocada porque não sei se é suposto parecerem mais altas, mais elegantes ou simplesmente gostam de usar um instrumento de tortura nos pés.

 

Andar de saltos altos não é uma tarefa fácil, na maior parte das vezes eu não ando de saltos e quando tenho de andar, então tenho de garantir que não ando com eles nos pés por mais de 2 a 3 horas porque a partir daí a sua utilização passa a ser um esforço, por isso devo confessar que é bastante doloroso ver algumas pessoas a andar de saltos, na rua, completamente desconjuntadas. Isto na verdade é super chato porque a ideia por detrás dos saltos altos é fazer com que as mulheres pareçam mais elegantes e graciosas, mas isto não é o que se vê por aí. O que mais se vê por aí são pessoas a usarem sapatos de salto como se fossem umas chancas e com um andar tão pesado que mais parece que pesam uma tonelada. Aliás já vi mulheres a andarem de ténis, com mais leveza e graciosidade do que muitas que andam de saltos. 

 

Eu não sou, em nada, contra os saltos alto. Muito pelo contrário, para além da parte estética têm uma diversidade enorme de outras utilidades, no entanto convém usá-los com alguma parcimónia quando não se está muito habituada a fazê-lo por longos períodos de tempo ou quando podem existir algumas dificuldades de locomoção.  

A Diva no Palácio Baldaya

IMG_20170901_170640.jpg

 Pois é verdade, no passado dia 1 de setembro abriu ao público o Palácio Baldaya e eu fui lá dar uma espreitadela pois aquilo estava bastante animado... quer dizer, na realidade aquilo foi animação durante todo o fim de semana e o cagarim era tanto que tive de fechar as janelas da cozinha e as persianas só para não ter de ouvir a barulheira, mas tirando esse detalhe os espaço está um espectáculo.

 

Tem uma exposição de pintura, tem uma exposição de fotografia, tem uma exposição de miniaturas de automóveis e aquilo que eu mais gostei foi o facto de ter uma biblioteca logo à entrada do lado direito, que parece ainda um pouco minimalista e me deixou a pensar se aceitavam doações de livros. Por acaso não tem um espaço multimédia mas devia ser giro se tivesse.

 

O jardim também devia ser giro e eu até teria ido ver se as restantes 500 mil pessoas não tivessem tido a mesma ideia, como tiveram voltarei lá quando estiver a chover ou numa data mais adiante quando o factor novidade já tiver passado um bocadinho.

 

Conclusão, Benfica ganhou uma frequesa muito mais contentinha por ter um agradável espaço cultural assim tão perto de casa, desejo-lhes as maiores felicidades esperando que consigam mantê-lo interessante e atractivo. 

Da recente polémica em torno da Porto Editora

DDS_blogue_SaraHerranz.jpg

 

Tenho visto, ou neste caso lido, uma enorme quantidade de disparates acerca da polémica sobre os livros de actividades para meninas e para rapazes, por isso eu resolvi partilhar a minha opinião acerca deste assunto com a ilustração da Sara Herranz para a a 190º The Magazine

 

No dia em que estalou a polémica, o meu marido - como bom finlandês que é - perguntou-me: "O quê? Mas vocês ainda andam a discutir isso?"

 

Eu, encolhi os ombros e respondi-lhe: "Aparentemente". 

 

Enquanto isso, perguntavam-me no meu mural do facebook: "Mas o que é que se passa na cabeça destas pessoas?"

 

" Ora bem... a mim parece-me que não passa nada porque o ratinho que faz a rodinha girar deve ter fugido para parte incerta e sem aviso prévio." Respondi. 

 

Na verdade, eu não tenho nada contra os livros da Porto Editora, nem contra a atrasadice mental que grassa por aqueles cérebrozinhos do tamanho de uma amíba. Todos temos o direito a ser idiotas uma vez por outra, no entanto atentem que se trata apenas de um direito e não de uma obrigação. 

 

Eu nem sequer me vou dar ao trabalho de me pronunciar sobre a aberração e o insulto que, para mim e para a minha inteligência, são aqueles livros, mas preocupam-me seriamente os disparates que as "Evas" neo-feministas vão vomitando por aqui e por ali, escudando-se cobardemente atrás de princípios democráticos e constitucionais -  como o direito à liberdade de escolha -  mas ignorando que a Constituição da República Portuguesa contempla também outros princípios tão importantes quanto esse e pressupondo sempre que o exercício de cada um deles implica o respeito pelos demais.  

 

Por isso, sim. Eu tenho alguns problemas com alguns disparates que alguns fazedores de opinião vão dizendo por aí, porque apesar do discurso parecer bastante bem articulado, só funciona até começar a desmontá-lo.  

A Diva e o episódio 6 da Guerra dos Tronos

GoT.jpg

 Não, hoje não vos presenteio com Dragões a botarem fogo pelas ventas e a queimarem tudo e mais alguma coisa... podia, mas não vou fazê-lo porque vi o episódio 6 ontem e só mais logo é que passa no SyFy (e eu vou ver outra vez). Por isso, querem saber o que vai acontecer vejam o episódio mais loguinho.

 

No entanto aconselho que tenham por perto:

 

  • lencinhos de papel e;
  • fraldinhas para adultos (só pelo sim, pelo não).

É muito importante, também, fazerem algum aquecimento prévio aos músculos visto que em alguns momentos pode haver uma certa inclinação para se saltar da cadeira e não queremos que fiquem com uma distenção ou assim.

 

Outro conselho muito útil é mandarem os putos para cama antes de começar o episódio, pois assim sentir-se-ão mais livres para insultar a televisão, os personagens, os vivos, os mortos, os dragões, os ursos e aquela cangalhada toda. Aliás, devo dizer-vos que o meu vocabulário de ontem à noite era assim:

 

"Foooooooooooooogooooooo!!!!!" - Com um "D" e um "A" muita grandes e com um sufixo a seguir.

 

"Corre!!! Seu estúpido de cóco!!! Queres o cóco das pernas p'ra quê?!" - Com um "M" bem maiúsculo para adjectivar, assim, com a alma.

 

"Oh-oh!... Não."

 

"Oh-oh!... Não, não... Estão tão lixados! Agora é que lixaram este cóco todo!" - Com "F"'s e "M"s gigantescos e a bold.

 

Também vão ter momentos de alegria... vá assim tudo juntinho talvez chegue a 1 minuto em que podem dizer "Yaaaaaaaaayyyyyyyyy!!!!!" e dar pulinhos à volta da cadeira, mas não se estiquem porque logo a seguir começam os palavrões outra vez. Além disso movimentos bruscos também podem causar distenções num joelho ou qualquer coisa do género e depois começa o pânico com o:

 

"Não-não-não-não-não-não-não... Não-não-não."

 

E termina com o fatídico:

 

"Epáááááááá...Não... 'Tá tudo lixado!" - Com um "F" daqueles super sentidos.

 

Pronto e é isto um breve resumo do episódio 6 da 7ª temporada da Guerra dos Tronos que é mesmo mais longo que todos os outros episódios anteriores. Por isso, divirtam-se e depois falamos. 

   

 

 

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