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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Das imagens claustrofóbicas

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 Estava aqui a olhar para esta fotografia que encontrei no Unsplash (do fotografo  Faustin Tuyambaze ), e estava cá a pensar de mim para comigo: "Mas que coisa tão claustrofóbica".

 

Eu olho para esta imagem e fico com falta de ar. 

 

Já imaginaram o que é estar no meio daquela gente toda? Onde é que fica o espaço pessoal? E se uma pessoa precisar de ir à casa-de-banho?... quer dizer só de fraldinhas... ou então não bebe líquidos que é para minimizar as probabilidades dessa ocorrência. 

 

Por outro lado, a fotografia também me fez lembrar do meu regresso a casa ontem ao fim da tarde em que, por azar, apanhei o desfile dos universitários na Avenida de Roma. É obvio que o trânsito ficou virado de pernas para o ar, mas o giro era ouvir os comentários dos cidadãos séniores no autocarro.

 

Na categoria dos mais ousados estavam umas senhoras, todas entusiasmadas, que diziam que era muito engraçado ver a alegria daqueles jovens. Dentro desta categoria existia ainda uma sub-categoria de nostálgicos, que também recordavam as suas experiências universitárias com saudades e a mesma alegria. Depois havia a categoria dos "Velhos-do-Restelo" que não estavam nada contentes com tal despropósito de manifestação e dentro desta categoria ainda haviam duas sub-categorias; a dos falsos-moralistas que diziam "Eu nunca fiz aquelas figuras e sempre me portei muito bem" e a dos cataclísmicos que diziam "Agora só faltava afogarem-se no Meco". 

 

Eu, que ia a ler o meu livrinho, ria-me a olhar para o iPad. O cortejo era o que era, só achei que era pequenito. O que me estava a divertir a sério eram os comentários alheios. 

 

 

 

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Dos vilões que adoramos

DDS_blogue.jpg

 

 Na verdade, tinha pensado em escrever qualquer coisa sobre a cena das vacinas porque um amigo meu tinha publicado uma frase, no seu mural do facebook, engraçadíssima que dizia assim: "Instalei um anti-vírus no meu computador. Ficou autista."; mas depois cheguei a hoje e achei que a temática era tão aborrecida que pensei cá de mim para comigo, "Que se lixe. Vou antes falar dos nossos vilões de estimação".

 

Pessoalmente, não vejo estes nossos adorados vilões como némesis no sentido que lhe é atribuído actualmente de o "pior inimigo". Posso, eventualmente, vê-lo no sentido clássico do termo enquanto força encarregada de combater a húbris, como força que combate os excessos e neste sentido, vejo-os antes como alguém que tem uma perspectiva diferente e que porventura colide com a do protagonista. Não os vejo como personagens maniqueístas, vejo-os como personagens com um percurso próprio que os conduziu aquela situação.

 

Os Comics sempre exploraram este aspecto muito bem e por isso é impossível não sentir simpatia por vilões como, por exemplo, o Magneto ou o Loki (ambos do universo Marvel). É claro que depois quando a coisa passa para o cinema ou para as séries de televisão e nos apresentam um Loki com esta cara:

 

Loki_DDS.jpg

 Pois é claro que a malta simpatiza... e simpatiza muito diga-se. Na realidade, e apesar de gostar muito dos outros dois vilõezinhos lindos do Arrow e do The Flash, tenho de admitir que o Loki é o meu vilão favorito e coitadinho Tom Hiddleston que, provavelmente, terá imensas dificuldades livrar-se deste personagem (não me parece que a coisa no Kong lhe tenha corrido muito bem  e no Crimson Peak, a coisa também podia ter corrido melhor mas isto é apenas a minha opinião).

 

 

 

 

via GIPHY

 

 

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Macacadas

Gorilla_PIC_DDS.jpg

 No outro dia andava a passear pelo Pinterest e encontrei esta fotografia que amei. Não consegui chegar até ao nome do fotografo, por isso não sei a quem é que pertence, mas está categorizada como "stock" por isso deve fazer parte daqueles grandes acervos de registos fotográficos tipo Shutterstock e assim. De qualquer forma, estou apaixonada por esta fotografia e pelas expressões dos gorilas.

 

Adoro animais, uns mais que outros é verdade, mas gosto muito de bichitos e prefiro-os vivos e no seu habitat natural. 

 

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Australia

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Pois é... no outro dia, o meu finlandês favorito saiu-se com uma proposta genial:

 

"Então e que tal mudarmo-nos para a Austrália?"

 

Considerando a natureza da pergunta, parti logo do principio que ele não se estava a referir, propriamente, às férias e perguntei-lhe logo de seguida se ele tinha batido com a cabeça em algum lado.

 

 

Não tenho nada contra a Australia, é até - segundo dizem - um excelente país para se viver actualmente e uma vez ultrapassadas algumas questões relativas à sua origem histórica até poderia ser interessante não fosse o caso de albergar mais espécies mortais por metro quadro do que há Roll's Royces em Hong Kong. Inclusive, antes prefiro um Roll's Royce nas mãos de um louco a um encontro com um predador venenoso naquela ilhota. 

 

Na verdade, a exuberante fauna existente down under foi a primeira coisa que me ocorreu (demasiados episódios do National Geographic presumo), senão vejamos:

 

  • Tubarões - e já estou a excluir os de duas pernas. Desde do tubarão-touro (não sei se é exactamente assim que se traduz), até ao grande tubarão branco estão lá quase todos e se eu já não gosto de praias sem tubarões, muito menos gosto delas com.

 

  • Alforrecas (i.e. Box Jellyfish e irukandji mais precisamente) - altamente perigosas e mortais. Também costumam passear pela praia, o que eu penso que é um bocado chato.

 

  • Cobras - se for altamente mortal, vive na Austrália. Se não vive na Austrália, é a coitadinha que tem o GPS estragado e foi parar a outro sítio por engano. 

 

  • Crocodilos - Fora do Jardim Zoológico... onde houver água, há crocodilos e nota-de-rodapé; não se deixem enganar porque estes bichitos correm que se desunham.

 

  • Aranhas - Tudo o que for aranha grande, gorda, peluda e mortal vive na Austrália. Quer dizer, quando eu esporadicamente me deparo com um aracnídeo assim mais bem alimentado e com pêlos, apesar dos pulos, dos gritos e do arraial todo, ainda lhe dou umas vassouradas. Mas para estas aranhas australianas não vamos lá com uma vassoura, isto só de bazuca ou lança rockets e eu não acredito que as autoridades locais me deixassem ter uma coisa destas em casa, até porque era capaz de perturbar os vizinhos.

 

  • Abelhas - Lembrem-se sempre das sábias palavras de Murphy: "Nada é tão mau que não possa piorar", na Austrália até as cabras das abelhas são consideradas altamente perigosas. Podiam ser como as abelhas europeias, que também picam a malta chia um bocado mas põe-lhe um bocado de vinagre (ou assim) e a cena passa mas, não. A abelha australiana tinha que ser diferente, porquê? Porque não pica só uma vez. Pica várias.  

 

  • Há também; sapos, formigas-touro, carraças australianas e centopeias gigantes - Ou seja, uma pessoa não faz outra coisa senão andar, na melhor das hipóteses, a enxotar insectos perigosos e bicharocos afins.

 

Conclusão: Eu já não tenho vida para isto, nem fiz o curso de sobrevivência dos SAS para lidar com tanto bicharoco e no fim disto tudo ainda nos arriscamos a levar uns sopapos de um canguru, era só o que faltava! Australia, não. Nem pensar.

 

 

 

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