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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Miss Sloane

MissSloane.jpg

 No passado fim de semana estive a ver o filme "Miss Sloane", que tem como protagonista a actriz Jessica Chastain. Também experimentei o Mobdro no meu tablet da Asus e posso dizer que não fiquei grandemente impressionada, apesar de ter algumas funcionalidades positivas mas sobre isso falarei noutra altura. Hoje queria falar-vos antes sobre este filme cuja classificação na IMDB (6.9) me parece bastante injusta.

 

O filme traz-nos a história de uma mulher com uma capacidade estratégica brilhante no mundo do lobby político norte-americano que arrisca toda a sua carreira a fim de passar com sucesso uma emenda com leis de controle de armas mais rígidas. Por outras palavras, vai chocar de frente com o lobby das armas americano.

 

Confesso que não é o tipo de filme que me ocorresse ver sem nenhum empurrãozinho de terceiros e este empurrãozito veio da parte do meu marido quando me disse: "Vê este filme que vais gostar. Ela é igualzinha a ti". 

 

Certo... Ruiva, de olhos claros... eu diria que era praticamente a minha fotocópia... se eu fosse ruiva e de olhos claros. Portanto, não era bem isso que ele queria dizer. 

 

De resto - e depois de ver o filme - até consegui perceber a ideia por detrás de tal afirmação. Se retirarmos o aspecto físico e a adição a comprimidos que nos fazem ficar acordadas da equação, a coisa até se percebe bem principalmente quando ela diz:

 

"Lobbying is about foresight, about anticipating your opponent’s moves, and devising counter measures. The winner plots one step ahead of the opposition and plays her trump card just after they play theirs. It’s about making sure you surprise them, and they don’t surprise you."

 

Isto é algo que percebo bem visto que o meu cérebro opera sempre neste registo e digo-vos uma coisa; é muito cansativo e extraordinariamente dificil de sair deste ciclo (excepto quando estou a dormir, quando estou a dormir não há problema). É algo que tem vantagens (desde logo ao nível da análise e do desenvolvimento de uma capacidade de antecipação brutal) e inúmeras desvantagens (porque não há um botão onde possamos desligar a coisa). Trata-se de um jogo onde não há espaço nem para emoções, nem para afectos. Tudo é objectivo, racional e os ataques e os contra-ataques são altamente violentos (não no sentido físico do termo). O importante é ganhar mas, se não ganharmos então atiramos a casa toda abaixo e caiem todos connosco. Sem medos.

 

Como calculam um perfil assim, em alguns ambientes profissionais, é fantástico. Na esfera pessoal, das relações humanas, é uma verdadeira catástrofe. Por isso, fiquei um bocado sem saber como é que deveria interpretar as palavras do meu marido; se como um elogio ou como uma crítica. Todavia, o meu ego já pôs uma data de likes no comentário do maridão.

 

 

 

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Outlander II... ou que se lixem os gauleses.

Outlander 2.jpg

 Ora bem, não posso dizer que defraudei as minhas expectativas já que continuei - sempre em frente - para a segunda temporada da desta série.

 

No entanto, confesso que quando cheguei ao fim do sétimo episódio já deitava gauleses pelos olhos, sendo que quando passei pelo 5º a única coisa que me ocorria era: "Porque é que não foram buscar o Nero - o piromaníaco - a Roma? Ficava tão bonito fazer uma fogueirinha em Paris e material inflamável não falta". Mas... presumo que não faça parte do enredo criado nos livros e de acordo com as entrevistas, a história está a acompanhar os ditos cujos. Pena, uma vez que algumas partes poderiam ter sido objecto de liberdade criativa.

 

O maior problema que encontrei até agora é a enorme quantidade de drama. É drama, drama e mais drama. Não tenho nada contra o drama mas, com conta peso e medida. Se o objectivo principal da cena toda é impedir a batalha de Culloden então o enfoque devia ser esse e não o excesso de drama dos pequenos enredos secundários, ora na minha humilde opinião, isto faz com que existam ali alguns episódios que parecem ali estar só para encher chouriços. É claro que explorar a relação da Claire e do Jamie é importante e toda a gente gosta de apreciar os atributos do rapaz (principalmente quando a indumentária é o Kilt) mas, em alguns momentos até eu teria dado uns abanões à rapariga e dito "Tu atina-te gaja!! Queres mudar esta merda ou não? 'Tás aí a anhar p'ra quê?" e zuca! Espetava-lhe com duas testinhas para ver se a criatura acordava, ou assim.

 

Eu ainda não li os livros (mas já fui buscá-los ao éter) e como tal não sei qual é a linha que a autora segue nesta sua aventura pelas viagens no tempo mas, em 1945 - quando a protagonista é transportada para o passado - a teoria da relatividade já existia há 40 anos uma vez que Einstein publicou-a em 1905 e mesmo que esta teoria não fizesse parte do currículo das enfermeiras na 2ª Guerra Mundial (e uma vez que autora, não pretendia desenhar uma personagem tontinha e o marido do presente até era do meio académico), então seria possível que em algum momento da sua vida a personagem pudesse ter tropeçado na mesma, pelo que a consciência disto seria o suficiente para abrir uma multiplicidade de cenários possíveis com os respectivos resultados que, se estão considerados nos livros então não estão assim tão bem ilustrados na série. Neste aspecto, penso que a coisa poderia ter sido melhor explorada e não levava até à exaustão a relação entre o Jamie e a Claire.

 

Bom, mas vamos ver como é que a coisa vai descambar até ao final desta 2ª temporada mas, a julgar pelos resumos dos episódios... não sei. De qualquer forma, a IMDB diz que vai haver uma temporada 3 e 4 (2017 e 2018) respectivamente. Estou para ver qual é a volta que isto vai levar mas, se for para meter mais moços de kilts e um bocadinho menos drama, força aí.

 

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Outlander... ou queremos bolachinhas escocesas.

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 Ora bem, no outro dia comecei a ver - na Netflix - a série de televisão Outlander. Confesso que de inicio resisti um bocado, pensei que não era coisa para mim e até resolvi ver o primeiro episódio da segunda série dos Shadowhunters para ver se a coisa tinha melhorado um pedacito (nota: não melhorou. Continua muito má mesmo), só depois é que resolvi ver então o primeiro episódio da primeira série. 

 

Ia tendo um treco.

 

Ia tendo um treco, porque não parei pelo 1º episódio e tinha de ir trabalhar no dia a seguir (anotem aí: se são daquelas pessoas que ficam agarradas às séries, é melhor verem esta nos fins-de-semana). Adorei esta primeira série. O enredo é muito bom, a interpretação é muito boa e se há uma coisa na qual os ingleses são excelentes é na reconstituição histórica. 

 

Logo no primeiro episódio houve ali - o que me pareceu ser - uma dissonância entre a época que é apresentada no trailer (e que se pode ler na wikipédia), e que dizem ser a 2ª Guerra Mundial mas, confesso que as primeiras imagens da reconstituição pareceram reportar-se à 1ª Guerra Mundial e não à 2ª, o que assim de repente me pareceu um engano um bocado grosseiro mas posso estar (e provavelmente estarei) enganada. De resto, quando a coisa começa a chegar ao final do primeiro episódio, já nos estamos a borrifar em larga escala para qual das guerras é que é. É que nem interessa nada. Começa-se a olhar para os moços dos kilts, entramos em modo de Braveheart e é uma chatice.... principalmente porque temos de ir trabalhar no dia a seguir.

 

Chegada ao dia seguinte achei que era pertinente massacrar a comissão europeia com a exigência de que estes deviam criar um burgo igual ao meu mas na Escócia (nota: ideia cuja qual as minhas colegas inteiramente subscrevem, apesar de algumas se queixarem que as bolachinhas escocesas deixam um bocadinho a desejar porque têm excesso de manteiga, pessoalmente não me sinto legitimada para aferir a veracidade de tais pretensões dado que nunca trinquei nenhuma), mas voltemos à ideia de base. A ideia é bastante pertinente porquê? Porque na verdade só os ingleses é que querem sair da U.E, os escoceses até querem ficar e assim como assim muda-se o burgo do Reino (des)Unido para a Escócia. Está certo que o clima é um cóco mas também o é em Bruxelas e ninguém se queixa (além disso, nos dias que correm é também mais seguro já que não costuma explodir muita coisa por lá). Logo é uma ideia absolutamente viável e podemos fazer mais reuniões na Escócia (nota: também sugeri exercicios de team building para fomentar o espírito de equipa e promover o trabalho de cooperação europeia entre burgos, bem como explorar de forma inteiramente pedagógica a animosidade que existe em relação aos ingleses).

 

Bem sei... assim de repente até parece que estou a exagerar um bocadinho mas, não estou.

 

Conclusão: Letes luque áte de trêiler

 

 

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Top 5 das séries da Diva (2016)

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Directamente do sofá da Diva, apresento-vos o Top 5 sas séries de televisão que fizeram parte do meu ano de 2016 ordenadas pela classificação atribuída, pelo público, na IMDB  . Esta é uma classificação que vai de 1 (mínimo) a 10 (máximo). Neste caso específico, a série melhor pontuada obteve 9 pontos e a menos pontuada obteve 8.2. A classificação média destas 5 séries é de 8.6, o que já é considerado excelente.

 

Neste meu Top 5 optei por não incluir a série A Guerra dos Tronos porque esta é outra liga. Praticamente ninguém consegue competir com ela. Só se, eventualmente, a série Westworld - que eu ainda não comecei a ver - conseguir lá chegar.

 

Assim temos:

 

1º Lugar - Stranger Things (2016-)

 

É uma série, absolutamente, fantástica produzida pela Netflix que conta com a prestação brilhante da actriz Wynona Rider (e por isso é que ela está nomeada para um Globo de Ouro), estando também nomeada para melhor série do ano.

Se ainda não tiveram oportunidade de ver, vejam e aproveitem que a Netflix dá um mês à borla.  

Nota: vai haver Season 2

 

2º Lugar - Daredevil (2015-)

 

Outra série brilhante que explora o universo Marvel e da produção da Netflix , nomeada para 5 Emmys 2016. Uma coisa que achei fantástica nesta série é a ligação que faz com outras séries do mesmo universo, neste caso a ligação às séries Jessica Jones e Luke Cage. 

 

3º Lugar - Mr. Robot (2015-)

 

Adorei ver esta série, adorei a prestação dos actores Rami Malek e Christian Slater (este último que ganhou um globo de ouro no ano passado). É uma série com um conteúdo muito actual produzida pela USA Network e este ano está nomeada, outra vez, para os globos de ouro.

 

4º Lugar - Lucifer (2015-)

 

Foi uma das séries que mais me divertiu em 2016 em muito devido à história que conta. Ver o diabo com problemas de consciência e crises de identidade, que faz  psicoterapia é simplesmente lindo. É uma série produzida pela Fox, que já vai na 2ª época (que eu, também, ainda não comecei a ver). 

 

5º Lugar - Jessica Jones (2015-)

 

É igualmente uma série fantástica, produzida pela Netflix que ganhou um Emmy em 2016 e que explora as aventuras de outra personagem do universo Marvel. Neste caso, a Jessica Jones.  

 

Por isso, se ainda não assistiram a nenhuma destas séries, assistam porque vale a pena. As 3 que são da Neflix podem ver através da mesma (que um mês à borla dá para vê-las). As outras que não se podem assistir a partir daí, bom... sejam criativos porque nada é impossível.

 

 

 

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