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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Em modo de Primavera

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 Pois é verdade, parece que chegámos a mais uma primavera e mesmo que não pareça, posso garantir-vos que ela - a prima - chegou... quanto mais não seja, esta afirmação é validada pelas minhas visitas mais frequentes à farmácia local para comprar os anti-histamínicos da época. 

 

Ora bem, eu gostava de ter umas palavras bonitas e fofinhas para dizer acerca da coisa mas, na verdade, não tenho muito jeito para dizer cenas doces e fofas acerca de uma época do ano que me deixa, literalmente, com o pingo no nariz e agarrada a um lenço. E como se a história do lenço já não fosse má o suficiente, este é igualmente o prelúdio para a época do famigerado calção... Óóóó pecinha de roupa abominável!!!... Credo!!!

 

Há todavia um aspecto positivo que me agrada no equinócio de Primavera e que é o facto de haver mais horas de luz, o que consequentemente faz baixar - um pedacito, bem sei que não é nada de especial - a conta da electricidade. Portanto, nem tudo é mau e há que ver as coisas pelo lado positivo. Vamos sobreviver a isto.   

 

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Em modo criativo

Eu não sei como é que é com vocês mas, euzinha aqui, desde os 16 anos que tenho a mania que escrevo umas coisas a que chamo histórias. Sim, histórias e não estórias. Aqui na minha caverna chamam-se histórias, com um "h" minúsculo, porque quando se escreve com um "H" maiúsculo estamos a referir-nos ao substantivo História. Foi assim que me ensinaram na escola e eu não considero que a distinção seja assim tão complicada de fazer ao ponto de ter de modificar a palavra para perceber as diferenças de utilização. Como tal, aqui neste espaço nunca irei usar a termo "estória". Mas, voltando ao assunto de facto tenho mesmo a mania que escrevo umas coisas e, efectivamente, até escrevo. Não mostro praticamente a ninguém, excepto a um núcleo muito restrito de pessoas porque - diz a minha terapeuta - que tenho medo da rejeição (é claro que ela não me disse isto assim desta forma). Pessoalmente, eu acho sempre que o que tenho escrito é tão barbaramente mau que não preciso que ninguém me diga o que eu já sei... ou, o que eu acho que sei.

 

Para além desta auto-imposta limitação, um dos maiores problemas com que até agora me tenho deparado é o facto de recorrer, na maior parte das vezes, a um estilo de escrita livre no qual as ideias vão surgindo e a malta vai escrevendo à medida que as coisas vão acontecendo. Resultado prático; quando chegamos para aí à página 120 constatamos: "Fooooogo!... Já estou perdida. E agora?"

 

Pois é, e agora?

 

Agora, vais ler esta cagada toda desde o início para tentares perceber onde é que estás e muito mais importante, para onde é que queres ir. Conclusão, este exercicio permanente, além de ser cansativo, acaba com a motivação de qualquer um e faz com que tenhamos uma sensação constante de que nunca chegamos a lado nenhum e está sempre tudo incompleto.

 

No primeiro fim de semana de Fevereiro, tive uma nova crise de criatividade quando fui ao cinema mas num modelo diferente e quando cheguei a casa montei a estrutura toda de uma história em 40 minutos. É como se fosse um mapa. Sabemos onde estamos, sabemos onde queremos chegar e sabemos que há imensos caminhos para chegar ao nosso destino. Depois de montado o esqueleto, o passo a seguir é começar construir os demais elementos como os cenários, os personagens etc., e no meu caso eu recorro imenso a imagens principalmente como fonte de inspiração para criar personagens.

 

Como a minha onda é mais (bem mais) o universo do fantástico, encontro sempre montes de ideias na arte digital e uma das minhas artistas favoritas é a Mavrosh (deviantart). Foi nas criações dela que encontrei a inspiração para criar uma personagem menor (ou pelo menos era para ser uma personagem menor, entretanto já acho que vou ter de promovê-la), a quem provisoriamente está atribuído o papel de antagonista e parece-se com isto:

 


The White Naga by Mavrosh on DeviantArt

 

Quando olhei para a criatura pensei: "Olha que fixe já tenho alguém para criar drama, matar e introduzir mais à frente outra personagem pior que esta.". Fiquei super contente. A sério que fiquei. O problema veio depois... é que um antagonista - mesmo que pequeno - tem a sua história, as suas vivências e as suas percepções. Então o que é que eu fiz? Construí-lhe uma história pois então!... E lixei esta porcaria toda! Agora como me afeiçoei a esta criatura não consigo matá-la. É verdade que não está previsto que seja nenhum menino do coro (até porque julgando pela figura em anexo dificilmente se enquadraria em tal categoria) e vai ser lixado para as minhas personagens principais mas, matá-lo epicamente como estava previsto deixou de ser uma opção viável... por enquanto.

 

Olhem que isto de construir personagens é tramado.

 

 

 

   

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Dos Paradoxos

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Caso ainda não tenham dado conta, outro dos meus grandes afetos é a arte da fotografia, no entanto devo confessar que não tenho jeito absolutamente nenhum para a coisa. Sou, na verdade, um verdadeiro cepo neste domínio e não importa se uso um telemóvel ou se uso uma câmara fotográfica porque a minha falta de talento e competência nesta área é gritante. 

 

Todavia, isso não quer dizer que não aprecie e/ou não reconheça o talento dos outros. Há imensos artistas fotográficos espalhados por esse mundo fora e ainda bem que assim é, pois o mundo registado pelos olhos de um fotografo é sempre diferente do mundo registado pelos olhos do mais comum dos mortais. Não é que o mais comum dos mortais não consiga registar o mundo tal como o vê, claro que consegue e vale o que vale, mas presumo que os fotografos tenham uma sensibilidade diferente para apanhar os detalhes que muitas vezes nos escapam como, por exemplo, o detalhe retratado nesta fotografia cujo autor desconheço.

 

Assim de repente, esta é apenas mais uma fotografia entre tantas outras mas, para mim, retrata com uma simplicidade exemplar um paradoxo lindíssimo. Reflecte um contraste brilhante entre a tristeza espelhada no rosto de uma criança e a mensagem da camisola que ela veste. Aos meus olhos, é nesta fantástica dissonância entre a realidade do que efectivamente é e a mentira do que se anuncia que eu encontro uma beleza extraordinária.

 

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