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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

O Culto da Cabra

A Cabra.jpg

 

Por algum motivo estranho à minha sensibilidade, nesta era do politicamente correcto parece que existe uma noção pré-determinada de que temos de ser simpáticos com toda a gente. De que temos de gostar das mesmas coisas que todos os outros gostam, de que temos de aderir às modas e às tendências que todos os outros aderem, de que temos de nos anular ou anular parte de nós para que os outros gostem da nossa pessoa sempre em conformidade com os parâmetros socialmente estabelecidos e a bem da cordialidade entre seres humanos, mesmo quando temos vontade de oferecer um cházinho de cicuta ao próximo ou aconselhar-lhe a realização de uma lobotomia.

 

 

Por todo o lado, somos bombardeados com mensagens que nos dizem o que temos de ser e como temos de ser quando pertencemos ao género masculino ou ao género feminino. Consoante somos menino ou menina, ou brincamos com carrinhos ou vestimos de cor-de-rosa. Se vestimos de cor-de-rosinha, somos condicionadas para as bonequinhas e para as casinhas quando crescermos. Se brincarmos com carrinhos, somos condicionados para a suposta proteção das bonequinhas e das casinhas. A terrível perspetiva inspirada na filosofia de Rosseau dita que este modo de vida do, velho e decrépito, continente europeu assuma que o homem é naturalmente bom e que a sociedade é que o corrompe. O que eu digo já é algo diferente; digo que se o homem fosse naturalmente bom não era necessário a existência de uma sociedade até porque não desejaríamos, com tanta frequência, que algumas criaturas contribuissem, para o bem estar e felicidade da humanidade em geral, cessando a sua função vital de respirar.

 

Aquilo que estou a dizer-vos é que não têm de ser simpáticas (ou simpáticos) com toda a gente e muito menos com aqueles pelos quais não nutrem qualquer tipo de afeto. Não têm de seguir modas ou tendências só porque todos os outros seguem, não têm de gostar das mesmas coisas que todos os outros gostam, não têm de abdicar da vossa singularidade e não precisam da validação de ninguém para serem quem são. No entanto, é conveniente evitar a utilização de cicuta em terceiros uma vez que a legislação portuguesa não vê com bons olhos esse tipo de empreendimento mas, daí a querer corresponder às expectativas dos outros via anulação do próprio digo-vos que se trata de uma experiência que não traz bons resultados. 

 

Tolerar e conviver pacificamente em território neutro é possível sem qualquer necessidade de nos desfazermos em simpatias exageradas mas, para isso há que soltar a cabra que há em nós e marrar sempre que considerarmos que é necessário. É isso que vou fazer neste meu cantinho internético. Abraçar o culto da cabra e marrar sempre que for preciso.

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