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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Da Finlândia

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Aqui há uns tempos, enquanto passeava pelo blogue da Lynne - Design the life you want to live - descobri a secção sobre a casa na árvore

 

Confesso que quase morri de inveja. Na verdade e tal como a própria o diz, todas nós - de vez em quando - precisamos de um refúgio. Um lugar onde possamos estar, relaxar e recarregar baterias sem que o mundo nos venha bater à porta com as exigências do costume. A existência de um lugar destes, o nosso lugar, o nosso santuário (por assim dizer), reveste-se de extrema importância para o nosso bem-estar físico e mental e isto, minhas caras, bate aos pontos qualquer creme topo de gama ou cirurgia estética. Esta é a peça principal. Sem a paz e a harmonia interior que encontramos naquele que é o nosso santuário, não há creme ou cirurgia que funcione.

 

Tal como dizia à pouco, quase morri de inveja. Mas eu, sou portuguesa. Faz parte do nosso mapa genético invejar as coisas dos outros e não repararmos nas nossas. É um ponto fraco que importa reconhecer para que possamos parar e dizer: "espera lá, mas eu também..." ou "nós também..."em vez de sucumbir ao monstro verde da inveja.

 

Eu não tenho uma casa na árvore, mas estive numa casa na floresta. :)

Ou melhor, numa cabana. Perdida no meio das árvores, perto de Hämeenlinna na Finlândia.

 

Esta aqui ao lado é a casa da sauna, não é a cabana onde fiquei. A cabana era mais pequenina e não tinha casa-de-banho, nem água canalizada, nem duche.

 

As casas-de-banho, são cá fora e servem toda a comunidade. Parecem aquelas latrinas que se viam nos filmes dos cowboys mas substancialmente mais limpas. Como devem imaginar, sem água canalizada também não há autoclismos, nem chuveiros. No entanto, desenganem-se se acham que aquilo é pouco higiénico. Não é. As casas de banho estavam sempre limpas e não cheiravam mal, desde que cada um que as utilizassem cumprisse com a sua parte. Em vez do autoclismo, as casas-de-banho tinham um balde com terra e uma pázinha, para a pessoa - depois de fazer as suas coisas - espalhar por cima.

 

A água, ia buscar-se ao poço (que serve a comunidade também) e o banho... bom... é para isso que serve a sauna. Enquanto lá estive, fiz sauna todos os dias e acreditem, a sauna tradicional é muito diferente da sauna mecanizada dos hotéis e dos Spa's. Por um lado é muito mais relaxante, por outro a ideia é também andar sempre a entrar e a sair (da sauna), porque a 80º é muito difícil conseguirmos ficar lá dentro 5 minutos sequer.

 

Os mais ousados, saíam da sauna a correr e atiravam-se para dentro do lago. Eu, bom... ficava por terra a beber uma cervejita antes de voltar lá para dentro.

 

Foi uma semana de eco-terapia (gosto de chamar-lhe assim) intensa. Sem televisão, sem ligação à internet, sem rede de telemóvel, com mosquitos, com esquilos, com luz até quase à meia-noite (lusco-fusco vá). Somos, muito basicamente, nós e a natureza. 

 

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Digo-vos com toda a honestidade, esta é uma experiência que bate qualquer outra num comum hotel de 5 estrelas e sai muito mais conta também.  

No que respeita ás refeições, não eram nada de muito elaborado. Eram à base de saladas e grelhados, sendo que o prato mais radical foi peixe - pescado no lago (aquele ali em cima) -  fumado. Não experimentei porque não estava numa onda de experiências gastronómicas radicais, mas dizem os "especialistas" finlandeses que estava bom e eu acredito na palavra deles.

 

O balanço desta minha experiência foi e é muito positivo em todos os aspectos mas, principalmente, ao nível da harmonia e equilíbrio com o nosso "eu" interior. 

 

Desta pequena experiência (afinal foi só uma semana), é possível tirar várias lições e nos tempos que correm, há uma que me parece importante mencionar; é possível viver com muito pouco e tirando melhor partido daquilo que a natureza nos oferece. O nosso maior obstáculo é a nossa própria cabeça.

 

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