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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva e o exercício físico

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 É verdade, hoje é sábado mas apeteceu-me escrever para falar um pouco sobre a questão do exercício físico que muitos acham que começando esta missão - de estar em forma - três meses antes do Verão a coisa vai estar nos conformes quando tiverem de ir para a praia.

 

Ora bem, não está. Mas pensar que está e ver no espelho o que se quer ver é uma motivação tão boa como outra qualquer.

 

Durante muitos anos, mas muitos anos mesmo já que eu entrei para a ginástica com 3-4 anos e saí com 20 ou 21, pratiquei ginástica acrobática. Inicialmente não era de competição é claro, mas alguns anos depois tornou-se de competição. Também inicialmente os treinos não eram diários, mas mais tarde tornaram-se diários (incluindo fins-de-semana) e nunca eram menos de 2 a 3 horas por dia, sendo que aos sábados podiam chegar às 5. Fazer isto durante 15 ou 16 anos de seguida, e apanhar ali aquela parte da adolescência mais toda a parte da escola, requer muita disciplina e apoio tanto da parte de quem pratica o desporto como da parte dos próprios pais porque a partir de uma determinada altura deixa de ser actividade física só porque sim, mas passa a ser algo mais. 

 

Não pensem que eu era assim uma grande atleta porque na verdade eu era um bocado trapalhona, gostava imenso do que fazia, gostava imenso de sentir a adrenalina a correr quando fazíamos sequências de tumbling ou saltos de mini-trampolim, mas nunca me preocupei muito em fazer tudo perfeitinho até porque tinha medo de fazer alguns dos exercícios como devem imaginar. Quer dizer... a malta vai a correr e atira-se mas vamos lá com calma porque algumas cenas aleijam à brava. 

 

É claro que esta questão das lesões vêm com o pacote e eu assisti a algumas um bocado chatas quer em campeonatos, quer nos treinos e como não era imune a estas coisas também tive a minha dose sendo que duas delas têm as suas consequências nos dias que correm. Numa delas, não sei muito bem o que é que fiz, caí com o dedão grande do pé dobrado e penso que o devo ter partido. Digo penso, porque ninguém me levou ao hospital ver se estava mesmo partido (na altura ainda não tinha idade para ir pelos meus próprios meios). De facto o dedão e o pé em geral estavam um bocado inchados e o dedo não dobrava mas como podia andar, também não me pareceu que fosse muito grave e naquele momento até nem me doía muito... o problema foram as horas a seguir e o dia a seguir. Isso é que era doer, que eu nem conseguia pôr o pézinho no chão. Mas aguentei-me estoicamente, porque não queria ir ao hospital. Se calhar foi um disparate, mas na minha cabeça eu achava que era uma coisa tão simples como torcer um pé numa corrida de aquecimento, e que se voltasse ao exercício a coisa passava. A verdade é que passou, demorou foi um bocadinho mais tempo, mas no dia a seguir lá estava eu. Cheia de dores com o pé enfaixado mas siga, que não passa nada.

 

A última lesão que tive é que me lixou à brava. Deu-se para aí 2 anos antes de eu largar a ginástica e apesar de não ter sido o principal motivo para tomar tal decisão, também teve o seu peso. E então o que é que aconteceu? Estávamos nós a treinar sequências de tumbling e - se não sabem, passam a saber - numa série de exercícios de tumbling a malta vai ganhando velocidade ao longo da sequência e quando chegamos ao fim já levamos uma velocidade considerável que não deve ser parada de qualquer maneira. Portanto quando nos preparamos para aterrar (à falta de melhor termo), a primeira coisa a tocar no chão deve ser a ponta do pé. Por algum motivo que agora não consigo precisar, eu devo ter achado que o ideal era aterrar com os calcanhares e foi o que fiz.

 

Baaaaaad mistake!

 

No momento em que os meus calcanhares tocaram no chão, os ossinhos das rótulas saíram do sítio. Cada um para seu lado. Portanto, se vocês acham que partir ou rachar o dedão do pé dói à brava, haviam de ver o que dói quando os dois ossinhos do joelho saiem do sítio ao mesmo tempo... e pior... o que dói pô-los no sítio outra vez. Sim, porque se acham que eu ia ficar alí com eles fora do seu sítio original estão muito enganados. Não sei se foram segundos ou minutos, mas sei que antes de cair no chão dei dois porradões de lado nas protuberâncias que me estavam a sair dos joelhos e meti-os de volta no sítio de onde não deviam ter saído, depois então sim cai no chão cheia de dores e não, também não fui para o hospital. Apesar de ter demorado um bocadinho até recuperar a respiração, não achei necessário visitar as urgências do hospital uma vez que tinha metido os dito cujos no sítio e conseguia andar... devagarinho e com dores, é certo, mas andava. É claro que uma semana depois acabei por ir ao Centro de Medicina Desportiva, porque continuava a ter dores e por muito exercício que fizesse elas não passavam.

 

Resumindo, a minha má aterragem e posterior decisão de não me submeter a uma cirurgia (que - note-se - me iria deixar com ambas as pernas engessadas durante 15 dias nas férias do Verão... impensável!!), custou-me um desvio nas rótulas, fisioterapia para fortalecer os músculos dos joelhos, um par de joelheiras com um buraquinho no meio que eram muito quentinhas e davam jeito no inverno mas eram o cão no Verão, e o aviso de que isto a partir dos 40 ia ser mais animado.

 

Pois eis-me aqui a partir dos 40 e confirmo que no outro dia, quando a malta andava aí toda de língua de fora com o calor e o excesso de humidade, foi uma porra de uma animação... fartei-me de insultar o estupurado do médico do Centro de Medicina Desportiva. Afinal tinha de insultar alguém e não me ia insultar a mim obviamente. Portanto, quando vos disserem que o exercício faz bem à saúde é mentira. Tem dias. Tem dias em que faz bem à saúde e tem dias em que dói à brava. 

 

Actualmente, não pratico nenhum desporto e ainda não consigo conceber a ideia de praticar exercício físico por si só. Já tentei várias coisas mas ao fim de algum tempo é aborrecido, inútil  e desisto, porque não têm aquela dose de adrenalina que nos faz correr e que um desporto de competição tem. Para mim praticar desporto só porque faz bem, ou para manter em forma, ou para se ficar com um corpo jeitoso para pavonear na praia é fútil, não chega. É pouco, é demasiado pequeno e demasiado insatisfatório para sequer considerar a hipótese de fazer alguma coisa. Por isso é que eu não consigo perceber coisas esquisitas como o "running" ou o "jogging", aos meus olhos parecem-me apenas uns imbecis a correr de um lado para o outro sem qualquer tipo de propósito útil, mas notem isto é muito injusto da minha parte porque eu sei - por longa experiência própria - que a corrida aumenta os níveis de resistência. Mas e mais? Qual é o objectivo maior da coisa? Na minha cabeça, para mim tem de haver sempre mais alguma coisa, ou então não serve.

 

Bom fim de semana.        

     

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