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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Australia

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Pois é... no outro dia, o meu finlandês favorito saiu-se com uma proposta genial:

 

"Então e que tal mudarmo-nos para a Austrália?"

 

Considerando a natureza da pergunta, parti logo do principio que ele não se estava a referir, propriamente, às férias e perguntei-lhe logo de seguida se ele tinha batido com a cabeça em algum lado.

 

 

Não tenho nada contra a Australia, é até - segundo dizem - um excelente país para se viver actualmente e uma vez ultrapassadas algumas questões relativas à sua origem histórica até poderia ser interessante não fosse o caso de albergar mais espécies mortais por metro quadro do que há Roll's Royces em Hong Kong. Inclusive, antes prefiro um Roll's Royce nas mãos de um louco a um encontro com um predador venenoso naquela ilhota. 

 

Na verdade, a exuberante fauna existente down under foi a primeira coisa que me ocorreu (demasiados episódios do National Geographic presumo), senão vejamos:

 

  • Tubarões - e já estou a excluir os de duas pernas. Desde do tubarão-touro (não sei se é exactamente assim que se traduz), até ao grande tubarão branco estão lá quase todos e se eu já não gosto de praias sem tubarões, muito menos gosto delas com.

 

  • Alforrecas (i.e. Box Jellyfish e irukandji mais precisamente) - altamente perigosas e mortais. Também costumam passear pela praia, o que eu penso que é um bocado chato.

 

  • Cobras - se for altamente mortal, vive na Austrália. Se não vive na Austrália, é a coitadinha que tem o GPS estragado e foi parar a outro sítio por engano. 

 

  • Crocodilos - Fora do Jardim Zoológico... onde houver água, há crocodilos e nota-de-rodapé; não se deixem enganar porque estes bichitos correm que se desunham.

 

  • Aranhas - Tudo o que for aranha grande, gorda, peluda e mortal vive na Austrália. Quer dizer, quando eu esporadicamente me deparo com um aracnídeo assim mais bem alimentado e com pêlos, apesar dos pulos, dos gritos e do arraial todo, ainda lhe dou umas vassouradas. Mas para estas aranhas australianas não vamos lá com uma vassoura, isto só de bazuca ou lança rockets e eu não acredito que as autoridades locais me deixassem ter uma coisa destas em casa, até porque era capaz de perturbar os vizinhos.

 

  • Abelhas - Lembrem-se sempre das sábias palavras de Murphy: "Nada é tão mau que não possa piorar", na Austrália até as cabras das abelhas são consideradas altamente perigosas. Podiam ser como as abelhas europeias, que também picam a malta chia um bocado mas põe-lhe um bocado de vinagre (ou assim) e a cena passa mas, não. A abelha australiana tinha que ser diferente, porquê? Porque não pica só uma vez. Pica várias.  

 

  • Há também; sapos, formigas-touro, carraças australianas e centopeias gigantes - Ou seja, uma pessoa não faz outra coisa senão andar, na melhor das hipóteses, a enxotar insectos perigosos e bicharocos afins.

 

Conclusão: Eu já não tenho vida para isto, nem fiz o curso de sobrevivência dos SAS para lidar com tanto bicharoco e no fim disto tudo ainda nos arriscamos a levar uns sopapos de um canguru, era só o que faltava! Australia, não. Nem pensar.

 

 

 

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Haircuts

Hi ! Or angry hi?

 

To start with, i am not actually angry about anything in Portugal. 8 years in this country have left me.... how would you say... with lower expectations. For example with bus schedules, which i will get to later.

 

One thing however has led me to very high expectations, in cruelty. This particular one is very mundane. It is no more, no less, than the arduous task of getting a haircut. Yes, a simple haircut. Let me explain.

 

Where i'm from, you go get a haircut, it goes something like this:

 

They: How would you like your hair cut?

Me: Shorter than it is now

They: Right, well your hair seems to be washed already so let's get to it.

 

Here is where 20 minutes pass and i'm done and free to go on with my life.

 

Not here. Ohhhhh no. Here they treat you like you're a 90 year old man and nothing you say can be taken seriously. Here it goes like this:

 

They: How would you like your hair cut?

Me: Shorter than it is now

They: *Illustrations of different haircuts because "shorter" is not a haircut*

Me: That one

They: Ok, now lets go wash your hair

Me: But i just washed it not 20 minutes ago

They: *the 90 year old man look, who cannot be taken seriously*

Me: *sigh* Let's go wash my hair

They: Let me turn on this massaging chair, that is really just meant to make you feel even more uncomfortable, but at the same time worth your money. While you're there feeling uncomfortable and awkward, please watch this fashion show we have playing on the ceiling TV, while people waiting their turn are watching you do exactly that.

 

After this unsettling experience, where you dont really know if you should smile or What, we finally get to cutting the actual hair. This part, i must admit, goes better than anything i have ever experienced in Finland. Much better. And after the haircut is done? What happens?

 

Another wash. With a massage. And the fashion show.

 

I recently found an old man, not 90 or i wouldn't take him seriously, but a man who cuts my hair in 10 minutes flat, charges 9 euros for it and believes me when i say i just washed it.

 

And he doesn't have a massaging chair OR a tv in the ceiling playing fashion shows.

 

I like this man. He reminds me of normality.

Sobre a geração Obelix

Obelix.jpg

 

Ora pois muito bem, como não cumpri o meu calendário na passada 6ª-feira (que era dia de publicar qualquer coisita), hoje temos dois posts.

 

Então, eu não publiquei nada no final da semana passada porquê?

 

Porque, por motivos profissionais, na 5ª-feira passei o dia inteiro num inferno, a que deram o nome de Futurália, a aturar putos. O que vale é que eu até estava bem disposta e a coisa correu bem, tendo eu tido a oportunidade de me divertir (principalmente a massacrar as criaturinhas e a promover a necessidade de frequentarem sessões de psicoterapia no futuro... o que é  muito bom - e podem agradecer-me depois - já que havia uma parte substâncial de piquenos que queria prosseguir uma licenciatura em psicologia). Isto significa que na 6ª-feira estava viva mas, de rastos.  

 

E então lá estava eu, fresca e fofa como um cacto, na Futurália a observar a horda de mafarricos à solta. Como devem imaginar o que não me faltou foi tempo para observar as criaturinhas e eu não sei se já tiveram oportunidade de reparar mas, as jovens adolescentes portuguesas não só estão F.A.F (i.e. Fat As Fuck, terminologia utilizada por alguns estrangeiros), como também se vestem ao estilo do Obelix, com aquelas calças horrorosas de gola alta que já não se viam desde a década de 80, ficando apenas a faltar-lhes o menir atrás das costas e o petit canídeo de seu nome ideiafix.

 

Confesso que o meu sentido estético é até consideravelmente eclético, mas naquele dia saiu da Expo bastante ferido e preocupado; é que quanto às vestimentas ainda é como o outro, agora o peso (ou excesso dele) é um problema sério de saúde e o que eu vi - concentradas num único sítio - foi uma série gigantesca de miúdas efetivamente gordas. Os rapazes nem por isso, agora nas raparigas há de facto um problema e o mais chocante é que são demasiado novas para já estarem a enfrentrar este flagelo, com a agravante de que o mais provável é que nem sequer o reconhecem como tal. Neste sentido é, extraordinariamente, importante que quem tem filhos esteja atento à dieta alimentar da sua prol, porque esta tem consequências directas na saúde e indirectas - a médio e longo prazo - na diminuição da esperança média de vida.

 

 

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The Angry Finn - A nova rubrica do blogue

Flag_of_Finland.svg.png

 

Ora bem, em beneficio da diversidade cultural e no espírito da tolerância entre os povos e paz entre as nações, vou, a partir desta semana, introduzir uma nova rubrica neste meu blogue que - muito apelativamente - se chama The Angry Finn.  

 

A rubrica The Angry Finn, são as aventuras, desventuras, desvarios e atribulações quotidianas de um Finlandês que  vive neste pequeno retactangulo lusitano a que, convenientemente, chamamos Portugal. O Finlandês em questão é o meu marido, está cá há 8 anos e como devem imaginar, as atribulações são mais que muitas, por isso nós achámos que era engraçado dar-vos a conhecer o nosso país sob a perspectiva de um nórdico no seu dia-a-dia (mais coisa menos coisa).

 

Neste sentido, espero que o vosso inglês esteja desenferrujado uma vez que será esta a lingua de trabalho.

 

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