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A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

A Diva do Sofá

Porque a vida em tons de cor-de-rosa é tão gira que devíamos atropelá-la com um camião TIR.

Outlander II... ou que se lixem os gauleses.

Outlander 2.jpg

 Ora bem, não posso dizer que defraudei as minhas expectativas já que continuei - sempre em frente - para a segunda temporada da desta série.

 

No entanto, confesso que quando cheguei ao fim do sétimo episódio já deitava gauleses pelos olhos, sendo que quando passei pelo 5º a única coisa que me ocorria era: "Porque é que não foram buscar o Nero - o piromaníaco - a Roma? Ficava tão bonito fazer uma fogueirinha em Paris e material inflamável não falta". Mas... presumo que não faça parte do enredo criado nos livros e de acordo com as entrevistas, a história está a acompanhar os ditos cujos. Pena, uma vez que algumas partes poderiam ter sido objecto de liberdade criativa.

 

O maior problema que encontrei até agora é a enorme quantidade de drama. É drama, drama e mais drama. Não tenho nada contra o drama mas, com conta peso e medida. Se o objectivo principal da cena toda é impedir a batalha de Culloden então o enfoque devia ser esse e não o excesso de drama dos pequenos enredos secundários, ora na minha humilde opinião, isto faz com que existam ali alguns episódios que parecem ali estar só para encher chouriços. É claro que explorar a relação da Claire e do Jamie é importante e toda a gente gosta de apreciar os atributos do rapaz (principalmente quando a indumentária é o Kilt) mas, em alguns momentos até eu teria dado uns abanões à rapariga e dito "Tu atina-te gaja!! Queres mudar esta merda ou não? 'Tás aí a anhar p'ra quê?" e zuca! Espetava-lhe com duas testinhas para ver se a criatura acordava, ou assim.

 

Eu ainda não li os livros (mas já fui buscá-los ao éter) e como tal não sei qual é a linha que a autora segue nesta sua aventura pelas viagens no tempo mas, em 1945 - quando a protagonista é transportada para o passado - a teoria da relatividade já existia há 40 anos uma vez que Einstein publicou-a em 1905 e mesmo que esta teoria não fizesse parte do currículo das enfermeiras na 2ª Guerra Mundial (e uma vez que autora, não pretendia desenhar uma personagem tontinha e o marido do presente até era do meio académico), então seria possível que em algum momento da sua vida a personagem pudesse ter tropeçado na mesma, pelo que a consciência disto seria o suficiente para abrir uma multiplicidade de cenários possíveis com os respectivos resultados que, se estão considerados nos livros então não estão assim tão bem ilustrados na série. Neste aspecto, penso que a coisa poderia ter sido melhor explorada e não levava até à exaustão a relação entre o Jamie e a Claire.

 

Bom, mas vamos ver como é que a coisa vai descambar até ao final desta 2ª temporada mas, a julgar pelos resumos dos episódios... não sei. De qualquer forma, a IMDB diz que vai haver uma temporada 3 e 4 (2017 e 2018) respectivamente. Estou para ver qual é a volta que isto vai levar mas, se for para meter mais moços de kilts e um bocadinho menos drama, força aí.

 

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Outlander... ou queremos bolachinhas escocesas.

OL_S1.jpg

 Ora bem, no outro dia comecei a ver - na Netflix - a série de televisão Outlander. Confesso que de inicio resisti um bocado, pensei que não era coisa para mim e até resolvi ver o primeiro episódio da segunda série dos Shadowhunters para ver se a coisa tinha melhorado um pedacito (nota: não melhorou. Continua muito má mesmo), só depois é que resolvi ver então o primeiro episódio da primeira série. 

 

Ia tendo um treco.

 

Ia tendo um treco, porque não parei pelo 1º episódio e tinha de ir trabalhar no dia a seguir (anotem aí: se são daquelas pessoas que ficam agarradas às séries, é melhor verem esta nos fins-de-semana). Adorei esta primeira série. O enredo é muito bom, a interpretação é muito boa e se há uma coisa na qual os ingleses são excelentes é na reconstituição histórica. 

 

Logo no primeiro episódio houve ali - o que me pareceu ser - uma dissonância entre a época que é apresentada no trailer (e que se pode ler na wikipédia), e que dizem ser a 2ª Guerra Mundial mas, confesso que as primeiras imagens da reconstituição pareceram reportar-se à 1ª Guerra Mundial e não à 2ª, o que assim de repente me pareceu um engano um bocado grosseiro mas posso estar (e provavelmente estarei) enganada. De resto, quando a coisa começa a chegar ao final do primeiro episódio, já nos estamos a borrifar em larga escala para qual das guerras é que é. É que nem interessa nada. Começa-se a olhar para os moços dos kilts, entramos em modo de Braveheart e é uma chatice.... principalmente porque temos de ir trabalhar no dia a seguir.

 

Chegada ao dia seguinte achei que era pertinente massacrar a comissão europeia com a exigência de que estes deviam criar um burgo igual ao meu mas na Escócia (nota: ideia cuja qual as minhas colegas inteiramente subscrevem, apesar de algumas se queixarem que as bolachinhas escocesas deixam um bocadinho a desejar porque têm excesso de manteiga, pessoalmente não me sinto legitimada para aferir a veracidade de tais pretensões dado que nunca trinquei nenhuma), mas voltemos à ideia de base. A ideia é bastante pertinente porquê? Porque na verdade só os ingleses é que querem sair da U.E, os escoceses até querem ficar e assim como assim muda-se o burgo do Reino (des)Unido para a Escócia. Está certo que o clima é um cóco mas também o é em Bruxelas e ninguém se queixa (além disso, nos dias que correm é também mais seguro já que não costuma explodir muita coisa por lá). Logo é uma ideia absolutamente viável e podemos fazer mais reuniões na Escócia (nota: também sugeri exercicios de team building para fomentar o espírito de equipa e promover o trabalho de cooperação europeia entre burgos, bem como explorar de forma inteiramente pedagógica a animosidade que existe em relação aos ingleses).

 

Bem sei... assim de repente até parece que estou a exagerar um bocadinho mas, não estou.

 

Conclusão: Letes luque áte de trêiler

 

 

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Em modo criativo

Eu não sei como é que é com vocês mas, euzinha aqui, desde os 16 anos que tenho a mania que escrevo umas coisas a que chamo histórias. Sim, histórias e não estórias. Aqui na minha caverna chamam-se histórias, com um "h" minúsculo, porque quando se escreve com um "H" maiúsculo estamos a referir-nos ao substantivo História. Foi assim que me ensinaram na escola e eu não considero que a distinção seja assim tão complicada de fazer ao ponto de ter de modificar a palavra para perceber as diferenças de utilização. Como tal, aqui neste espaço nunca irei usar a termo "estória". Mas, voltando ao assunto de facto tenho mesmo a mania que escrevo umas coisas e, efectivamente, até escrevo. Não mostro praticamente a ninguém, excepto a um núcleo muito restrito de pessoas porque - diz a minha terapeuta - que tenho medo da rejeição (é claro que ela não me disse isto assim desta forma). Pessoalmente, eu acho sempre que o que tenho escrito é tão barbaramente mau que não preciso que ninguém me diga o que eu já sei... ou, o que eu acho que sei.

 

Para além desta auto-imposta limitação, um dos maiores problemas com que até agora me tenho deparado é o facto de recorrer, na maior parte das vezes, a um estilo de escrita livre no qual as ideias vão surgindo e a malta vai escrevendo à medida que as coisas vão acontecendo. Resultado prático; quando chegamos para aí à página 120 constatamos: "Fooooogo!... Já estou perdida. E agora?"

 

Pois é, e agora?

 

Agora, vais ler esta cagada toda desde o início para tentares perceber onde é que estás e muito mais importante, para onde é que queres ir. Conclusão, este exercicio permanente, além de ser cansativo, acaba com a motivação de qualquer um e faz com que tenhamos uma sensação constante de que nunca chegamos a lado nenhum e está sempre tudo incompleto.

 

No primeiro fim de semana de Fevereiro, tive uma nova crise de criatividade quando fui ao cinema mas num modelo diferente e quando cheguei a casa montei a estrutura toda de uma história em 40 minutos. É como se fosse um mapa. Sabemos onde estamos, sabemos onde queremos chegar e sabemos que há imensos caminhos para chegar ao nosso destino. Depois de montado o esqueleto, o passo a seguir é começar construir os demais elementos como os cenários, os personagens etc., e no meu caso eu recorro imenso a imagens principalmente como fonte de inspiração para criar personagens.

 

Como a minha onda é mais (bem mais) o universo do fantástico, encontro sempre montes de ideias na arte digital e uma das minhas artistas favoritas é a Mavrosh (deviantart). Foi nas criações dela que encontrei a inspiração para criar uma personagem menor (ou pelo menos era para ser uma personagem menor, entretanto já acho que vou ter de promovê-la), a quem provisoriamente está atribuído o papel de antagonista e parece-se com isto:

 


The White Naga by Mavrosh on DeviantArt

 

Quando olhei para a criatura pensei: "Olha que fixe já tenho alguém para criar drama, matar e introduzir mais à frente outra personagem pior que esta.". Fiquei super contente. A sério que fiquei. O problema veio depois... é que um antagonista - mesmo que pequeno - tem a sua história, as suas vivências e as suas percepções. Então o que é que eu fiz? Construí-lhe uma história pois então!... E lixei esta porcaria toda! Agora como me afeiçoei a esta criatura não consigo matá-la. É verdade que não está previsto que seja nenhum menino do coro (até porque julgando pela figura em anexo dificilmente se enquadraria em tal categoria) e vai ser lixado para as minhas personagens principais mas, matá-lo epicamente como estava previsto deixou de ser uma opção viável... por enquanto.

 

Olhem que isto de construir personagens é tramado.

 

 

 

   

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Oops I did it again! - Children of Bodom - Metal cover

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 Pois é verdade, como já devem saber a esta altura, eu só oiço música pop e/ou mainstream por engano ou, num caso limite, porque se verifica que realmente estamos perante alguém com um talento e uma versatilidade tão fenomenal que é impossível não o(a) reconhecer como tal.

 

Não é o caso da Britney Spears, obviamente, que até pode ser visualmente engraçadinha, até pode cantar umas coisas dentro do tom mas... é o equivalente à tesão do mijo. Tão depressa está lá em cima como, de repente, já acabou. C'est la vie do estrelato pop.

 

Tendo isto em consideração, não posso deixar de aqui vos trazer a banda finlandesa Children of Bodom (a.k.a C.O.B), da qual faz parte o fantástico Alexi Laiho considerado (pela Total Guitar) o melhor guitarrista de metal de todos os tempos. 

 

E então o que é que os C.O.B. fizeram? Pois pegaram nesta cançãozinha da Britney Spears e fizeram uma versão alternativa que é, em toda a linha, muito melhor que a original e com piadinhas em finlandês pelo meio e que torna as coisas muito mais engraçadas (e com muito mais piada quando se percebe o que eles estão a dizer). Senão, ora oiçam:

 

 

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Da série "Timón & Pumba": Pumba... para ti tudo são gases.

via GIPHY

 

Como já tinha dado conta em alguns posts anteriores, em Outubro do ano passado mudei de casa e... não obstante o trauma que é todo o processo de tentar encontrar uma casa com um senhorio decente, mais todo o esforço físico e mental que esta coisa envolve, depois ainda temos de lidar com aquelas merdíces essenciais para a nossa vida diária como é a questão da luz, da água e do gás.

 

É mandar apagar a luz de um lado e acender noutro. É fechar a água de lado e abrir noutro. É tirar o gás de um lado e pôr noutro e tudo isto é gírissimo e simples quando as coisas funcionam bem. O pior é só quando marramos com umas criaturas do outro lado que, assim à primeira vista, até parecem normais mas na realidade devem ter um Q.I igual ou inferior ao de uma amíba.

 

Isso foi o que me aconteceu com a empresa do gás GOLDENERGY . Resolver a questão da água e da luz foi bastante simples até porque tanto a Epal como a Edp têm serviços online que facilitam, de algum modo, este tipo de coisas e no caso da Galp, apesar de um pouco mais trabalhoso por se tratar de gás, também têm uma capacidade de resposta célere, agora... resolver o que quer que seja com a GOLDENERGY é, efectivamente, o fim da macacada.

 

Eu sou uma daquelas pessoas que tem por hábito ler e então, dado este meu vício, leio tudo. Desde contratos, a folhetos de instruções. Como no site das criaturas não havia (e não há) qualquer possibilidade de cessar um contrato online, fui reler as instruções (i.e. o contrato), fiz mais umas pesquisas na internet sobre a temática em questão (e encontrei reclamações idênticas ao que a seguir vos contarei, pelo que fiquei logo de sobreaviso) e nesse sentido como era possível solicitar a cessação dos serviços por email, foi o que fiz.

 

Então, mandei-lhes um email super simpático (porque eu até sei fazer isso de quando a quando) e a Cátia respondeu-me assim:

email_2.PNG

 Ó Cátia! Por quem sois! Com essa resposta és a minha melhor amiga. Bem... não exageremos, mas o facto de se poder formalizar este pedido por email foi, para mim, excelente porque significava que esta coisa ia ser rápida.

 

Preenchi o modelito e "zuca!" enviei logo a formalização do pedido que era por causa das tosses. Bom, com mais ou menos enguiço as criaturinhas lá foram fechar o gás da casa onde eu já não estava e da qual eu já não tinha as chaves. Estando já tudo fechadinho, fiquei à espera que me enviassem a factura de encerramento de contas, que tinha indicado no formulário para me enviarem por email.

 

E esperei... entretanto, como nunca mais me enviavam nada, em Dezembro, tomei a iniciativa de lhes enviar uma mensagem:

email_3.PNG

 Desta vez foi a Daniela que me respondeu:

 

email_4.PNG

Ó Daniela, curte a cena... em cumprimento das regras que vocês próprios estabeleceram e eu respeitei, eu só queria que me enviassem a puta da factura para que eu pudesse pagar. Era só isso criaturinha. É assim tão difícil fazer um email com uma factura em anexo e carregar no botãozinho que diz "send" (ou "enviar" se o software estiver em português)? 

 

Bom, depois desta fiquei outra vez à espera da factura...

 

E chegamos a Fevereiro de 2017... abro o meu email e eis senão que:

 

email_1.PNG

 Olha! Os fofinhos de uma empresa de cobranças a fazer o serviço de facturação da empresa do gás!!! Será que têm gajos giros a trabalhar lá? É que quando os moços (ou moças) são giros, simpáticos e não têm um túnel de vento no lugar do cérebro, normalmente, é possível estabelecer um diálogo coerente e razoável que permite alcançar soluções adequadas para ambas as partes, através de um modelo pacífico de resolução de conflitos. Em alternativa, também podemos, literalmente, partir a casa toda mas como eu tenho alguns problemas de anger management  era uma opção que preferia evitar, por isso respondi-lhes de uma forma cordial e simpática:

 

Exercicio intelectual ldo dia.PNG

 Por isso, pessoal que tem contratos de fornecimento do gás com estas criaturas da GOLDENERGY, saiam dessa porque estes nem sabem onde é que deixaram a nave espacial estacionada. Se um dia vos baterem à porta a dizer com a conversinha da liberalização do mercado e que estão a pagar a mais, fechem-lhes a porta nas trombas e chamem um exorcista porque estão perante uma assombração. 

 

Pessoal que anda a tocar às campaínhas a angariar clientes; Não vos pagam para essa merda. Se não querem ser tratados como assombrações, não se transformem numa. 

 

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